Empresas usam realidade virtual para crescer de verdade

Para impulsionar vendas, fortalecer engajamento com a marca ou na gestão de funcionários, o uso de vídeos de imersão ou realidade virtual tende a crescer

São Paulo – Com menos dinheiro no bolso por conta da crise, o consumidor pesquisa muito mais antes de comprar.

Por isso, algumas companhias estão adotando a realidade virtual, óculos digitais e vídeos em 360° para conquistar o cliente e impulsionar as vendas.

É o caso do setor de construção civil, que atualmente vive uma de suas maiores crises.

Para convencer o cliente a fechar a compra, a Cyrela passou a usar óculos de realidade virtual e vídeos de imersão em fevereiro deste ano. Já são três empreendimentos que contam com essa tecnologia.

As ferramentas digitais ajudam a resolver um dos principais obstáculos de qualquer construtora, que é dar uma dimensão mais precisa do apartamento que muitas vezes ainda nem começou a ser construído.

“Vendemos algo que ainda não existe concretamente”, diz Eduardo Leite, diretor de incorporação da Cyrela São Paulo. Os vídeos e óculos são a evolução das tradicionais plantas, maquetes e perspectivas.

“Antes perdíamos as opções de mostrar o apartamento decorado ou maquete com o início das obras. Por isso, buscamos tecnologias para somar ou substituir os itens oferecidos”, diz o diretor.

Para Leite, o principal objetivo da tecnologia é melhorar a experiência de compra do cliente e deixa-lo mais confortável com a compra.

Além da Cyrela, outras construtoras também estão buscando a tecnologia de realidade virtual.

A Neorama, empresa de visualização arquitetônica e parceira da Cyrela no desenvolvimento da realidade virtual, também criou inciativas semelhantes para a Tecnisa e Odebrecht.

De acordo com ela, ao mesmo tempo em que a crise imobiliária prejudica seriamente as construtoras, “torna o mercado mais criativo e aberto a testar novas soluções que antes não tinham espaço, e a nossa solução é escalonável graças ao avanço da tecnologia”, afirmaram Sabrina Lapyda, gerente de marketing e novos negócios, e Marcio Carvalho, um dos sócios, por email.

No banco do motorista

Outro setor bastante afetado pela crise e que também busca alternativas é o automotivo.

A Volkswagen percebeu que o número de consultas nas concessionárias aumentou apesar da crise, já que os consumidores passaram a pesquisar mais antes de fechar a compra.

Segundo Leandro Ramiro, gerente-executivo de marketing da Volkswagen do Brasil, “como o carro é um produto mais caro, os consumidores mergulham fundo nas informações”.

A montadora percebeu que cada vez mais essas pesquisas eram feitas pelo smartphone e decidiu investir nas plataformas mobile.

Além de outras iniciativas digitais, ela criou um vídeo em 360° que dá a sensação de estar dentro do carro. 

“Conseguimos passar um nível maior de detalhes e diferenciais do veículo para o público, que absorve as informações de maneira mais lúdica”, afirmou o diretor.

Já foram feitos vídeos em 360° para 5 carros, que podem ser vistos no smartphone ou em um óculos de realidade virtual. “Podemos levar o equipamento para eventos, uma concessionária de bolso”, afirma Ramiro.

O objetivo é melhorar a relação do consumidor com a marca e instigá-lo a visitar a concessionária para ver o modelo com os próprios olhos.

Treino virtual

Impulsionar as vendas não é o único uso dessa tecnologia pelas empresas. O Banco do Brasil está adotando a realidade virtual para treinamentos e como complemento aos atendimentos digitais.

O Projeto BB Estilo Digital, desenvolvido dentro da Universidade Corporativa do Banco, coloca gerentes e clientes em contato através de aplicativo ou óculos de realidade virtual.

É uma expansão das vantagens que esse cliente já tem, como proximidade com o gerente por meio de ferramentas digitais, horário de atendimento estendido a atendimento pessoal gerenciado.

Outro objetivo da ferramenta é aprimorar o treinamento de funcionários. O vídeo 360° recria de forma mais real os cenários que o funcionário irá viver.

As escolhas do participante influenciam a continuidade da narrativa, com feedback sobre a adequação ou não de suas decisões.

Para impulsionar vendas, fortalecer engajamento com a marca ou na gestão de funcionários, o uso de vídeos de imersão ou realidade virtual tende a crescer.

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