Telefônica vê possível fim de cobranças por minuto de voz

É difícil imaginar que, nos próximos anos, as operadoras continuarão cobrando por minuto de voz", observou o presidente da Telefônica Vivo, Amos Genish

São Paulo – O presidente da Telefônica Vivo, Amos Genish, alertou para o período de transformações pelo qual está passando o setor de telecomunicações e ressaltou a necessidade de as operadoras se especializarem na prestação de serviços digitais.

Durante apresentação na Futurecom, feira que reúne empresários do setor, o executivo comentou que mais de 50% do faturamento da companhia ainda vem das receitas dos serviços de voz, cuja demanda tem caído nos últimos anos devido à migração dos consumidores para mensagens de texto e áudio via aplicativos.

“Para os próximos anos, a queda será ainda mais forte. É difícil imaginar que, nos próximos anos, as operadoras continuarão cobrando por minuto de voz”, observou Genish.

O executivo estimou que o tráfego de internet no Brasil vai crescer 20% de 2015 a 2020, e previu que serviços como Netflix e Youtube vão puxar o aumento da demanda pelo tráfego de dados.

Ele citou que o acesso à internet pelo celular cresceu 14 vezes em cinco anos, o que também deixou o consumidor mais exigente em relação à qualidade dos serviços.

No caso da Telefônica Vivo, Genish reiterou que o plano estratégico está focado na melhora da qualidade da conexão aos usuários e maior prestação de serviços digitais. “Temos que achar novas fontes de receita, ficar mais eficientes nos custos e empregar o capex (investimento) de forma mais inteligente”.

Em relação aos fatores externos, o executivo disse esperar melhora no cenário macroeconômico ao longo dos próximos meses, de modo a incentivar a comercialização dos pacotes de assinaturas. Ele defendeu o projeto de lei 3453, que altera o marco regulatório das telecomunicações, que expandirá a capacidade de investimentos no setor, conforme sua avaliação.

Genish frisou também a necessidade de revisão da carga tributária para o setor, que responde por 43% das receitas geradas. Boa parte da arrecadação ocorre via ICMS e vai para os Estados. “Temos sempre surpresas, porque as alíquotas são crescentes. Os Estados têm apetite ilimitado. Isso é um problema enorme”, disse.

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