Trabalhista; 4% de Temer…

Reforma trabalhista no plenário

Os deputados da Câmara analisam em plenário hoje o texto da reforma trabalhista que foi aprovado na última terça-feira na comissão sobre o tema. A base governista pretende aprovar o parecer do relator Rogério Marinho (PSDB-RN) ainda hoje. A medida tramita em regime de urgência e ainda precisa passar pelo Senado e receber a sanção presidencial antes de entrar em vigor. Para vencer as resistências ao texto, o relator aceitou mudanças propostas pela bancada feminina. A ideia é adotar uma “flexibilização suavizada” das regras para o trabalho de grávidas e mães em período de amamentação em locais insalubres. Pelo acerto costurado ontem à noite, grávidas serão afastadas automaticamente de atividades insalubres apenas quando o trabalho tiver “grau máximo” de insalubridade e, com parecer médico, e poderão trabalhar em locais com risco “médio e mínimo”. A expectativa é que o texto-base seja votado por volta das 21 horas desta quarta.

4%

Às vésperas de uma greve geral marcada para sexta-feira 28, a aprovação à gestão do presidente Michel Temer (PMDB) chegou ao fundo do poço, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Ipsos — apenas 4% consideram seu governo ótimo/bom, o pior registro da série histórica do instituto de pesquisas, iniciada em 2005. Outros 75% avaliam seu governo como ruim/péssimo e 19% o consideram regular. Os números são — dentro da margem de erro de 3% — os mesmos que a então presidente Dilma Rousseff (PT) ostentava em abril de 2016, pouco antes de ser afastada do cargo (76% de ruim/péssimo, 17% de regular e 6% de ótimo/bom). O levantamento também apontou que 92% dos entrevistados consideram que o país está no rumo errado, praticamente o mesmo índice de confiança do governo Dilma em abril de 2016, quando foi afastada (94%).

Greve nos Correios

Os trabalhadores dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (26) a partir das 22 horas. As ameaças de privatização, demissões, fechamento de agências e “desmonte fiscal” da empresa, com diminuição do lucro por causa de repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). A estatal teve prejuízos de 2,1 bilhões de reais em 2015 e 2 bilhões em 2016. Em dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos.

Greve na sexta

A greve convocada pelas centrais sindicais para a sexta-feira 28, contra as reformas trabalhista e da Previdência, tem adesões crescendo a cada dia. Depois de dúvidas, o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) declarou que seus associados vão parar nos principais aeroportos do país. A decisão afeta funcionários de solo, como os que auxiliam o check-in, e os responsáveis por despachar as bagagens. Funcionários de aeroportos em concessão, como Guarulhos e Recife, também devem parar. Em São Paulo, a paralisação deve atingir metroviários, motoristas de ônibus, professores estaduais, municipais e particulares, entre outras categorias profissionais. Segundo a CUT, haverá greve em 26 estados do país mais Distrito Federal. Para o presidente nacional da CUT, medidas como a ampliação do contrato temporário — de três para até nove meses sem direito a férias, 13º e seguro-desemprego, entre outros direitos — e a aprovação da terceirização irrestrita representam a volta do trabalho escravo no Brasil. Ele lembra que, a cada dez trabalhadores resgatados pelos fiscais que combatem o trabalho escravo, nove são terceirizados.

Delação- a caminho

O ex-ministro dos governos Lula e Dilma Antonio Palocci contratou a advogada Adriana Bretas, que já atuou em diversas delações premiadas da Lava-Jato, para cuidar de sua defesa. A informação é do site O Antagonista. Palocci está preso desde setembro de 2016 e já acenou com a possibilidade da delação ao próprio juiz Sergio Moro quando, em depoimento, disse que preservou alguns fatos que poderiam dar ao magistrado “mais um ano de trabalho”. Os investigadores da Lava-Jato suspeitam que ele tenha recebido 128 milhões de reais da construtora Odebrecht. Palocci também era o responsável pela movimentação da conta que o PT mantinha dentro da empreiteira enquanto era ministro.

Ancelmo presa

O Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF-2) revogou na tarde desta quarta-feira a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, durante julgamento em plenário da 1a Turma. Os desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo votaram a favor do retorno da ex-primeira-dama à prisão na tarde de hoje. O desembargador Ivan Athié ainda não pronunciou seu voto, mas a decisão já está tomada por maioria. O julgamento ocorreu após um recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal Criminal do Rio. O magistrado responsável pelos desdobramentos da Operação Lava-Jato no Rio determinou a mudança no regime sob a alegação de que a acusada tem filhos menores de 12 anos. Ela é acusada de envolvimento no esquema de propinas do marido e foi presa no dia 9 de dezembro.

CPI da Previdência

O Senado instalou na tarde de hoje uma CPI para investigar possíveis desvios na Previdência Social. Presidido pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o colegiado terá 120 dias para concluir os trabalhos. A intenção é investigar os números para saber se realmente há rombo na Previdência, além de casos de fraude e sonegação por parte de grandes empresas.

Menos economia

O Ministério da Fazenda informou nesta quarta-feira que a nova proposta de reforma da Previdência reduzirá a economia planejada. Em dez anos, o governo deixará de economizar 189 bilhões de reais. A redução foi calculada tendo como base o texto enviado pelo governo ao Congresso e como ele ficou após as modificações do relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

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