9 números para comparar a saúde do Brasil ao resto do mundo

País tem resultados médios, pouco para a 9ª economia do globo

São Paulo – Enquanto o Conselho Federal de Medicina divulgou ontem (18) estudo que atesta o fechamento de 24 mil leitos de internação no SUS, o novo ministro da Saúde — cujo principal doador de campanha é um empresário do ramo — faz declarações no sentido de reduzir o tamanho do sistema no Brasil. Sem mencionar a epidemia de zika, que causou explosão nas ocorrência de bebês com microcefalia entre o ano passado e este.

O que se conclui de tal cenário é que a situação da Saúde no Brasil é alarmante. Sim, mas podia ser pior.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou, nesta quinta-feira (18), o World Health Statistics 2016, última edição de seu estudo global de 37 índices de medição e comparação do setor de saúde em 195 países. Por mais crítica que esteja, a estrutura brasileira dá show comparada a essa gama de países.

No estudo, há dados desde expectativa de vida ao nascer até taxas de homicídio nas nações, passando por quantidade de fumantes acima dos 15 anos e densidade de médicos qualificados por área. Entre as categorias encontra-se inclusive algumas esdrúxulas, como a marcante “Proporção de mulheres casadas ou em união em idade reprodutiva que têm a sua necessidade de planejamento familiar satisfeito com métodos modernos entre 2005-2015”.

O sistema de saúde brasileiro está no patamar médio. Na maior parte dos indicadores, o Brasil pontua quase que exatamente na metade da tabela. Considerando que trata-se da 9ª maior economia do mundo — recentemente rebaixada do 7º posto por conta da crise econômica —, o resultado é bastante modesto. 

Nossos destaques, por assim dizer, ficaram para “Dependência de energia limpa e renovável”, com o 4º lugar, e “Taxa de mortalidade por homicídio”, 12º no mundo.

Veja abaixo alguns números do Brasil e onde ele se situa no ranking. Foram usados nos gráficos os três primeiros de cada categoria, os três últimos, além do 20º, 45º, 90º e120º, com objetivo de distribuir melhor os dados em cada região do ranking.

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