Os estudantes arredam o pé?

À meia-noite, terminou o prazo dado pelo governo para os estudantes deixarem as escolas públicas ocupadas por todo o Brasil, para viabilizar a realização do Enem, no próximo final de semana. Mas o movimento não parece muito disposto a arredar o pé, embora, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o número de escolas ocupadas ter caído 70% no Paraná. Os estudantes protestam contra a reforma do ensino médio, a PEC do teto de gastos e o projeto da Escola Sem Partido.

Para esta terça-feira, às 15h, está marcada uma coletiva de imprensa do Ministério da Educação para falar sobre a realização do exame, complicada pelas ocupações. No último balanço, divulgado em 19 de outubro, o MEC apontava 182 locais de prova ocupados, mas novas atualizações não foram divulgadas. A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) informa que já são 1.197 escolas ocupadas, 843 só no Paraná. O governo trabalha com a possibilidade de adiar a prova de 95.000 inscritos, que teriam o exame aplicado em escolas ocupadas, para os dias 6 e 7 de dezembro.

Em nota de 21 de outubro, o MEC informou que “a Advocacia-Geral da União já foi acionada e estuda as providências jurídicas cabíveis para os responsáveis pelas ocupações” e cobrou aos diretores de institutos federais, por meio de ofício, que identificassem os alunos envolvidos nas ocupações. A possibilidade de uma desocupação forçada deve ser o tema principal na coletiva de hoje.

É inegável a força que o movimento estudantil ganhou no último ano. Em São Paulo, a estratégia de ocupação de quase 200 escolas deu certo. Depois de mais de um mês de protestos, com forte repressão policial, os estudantes conseguiram fazer com que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltasse atrás na proposta de reorganização do ensino em dezembro. A entrevista de hoje deve dar pistas se o MEC também está disposto a ouvir as demandas.

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