A pressão que vem dos sindicatos

A Central Única dos Trabalhadores, em parceria com sete centrais sindicais e movimentos sociais como a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, anunciam para esta sexta-feira uma série de manifestações contra o governo Michel Temer e suas medidas de ajuste fiscal. Ainda que anunciadas sob o nome de “Greve Geral” são prometidas manifestações em 19 estados de todas as regiões do Brasil com assembleias de classes trabalhistas, atraso na entrada de turnos e paralisações parciais.

No alvo estão a PEC 241, do teto de gastos públicos, a reforma da Previdência e das relações trabalhistas, como a revisão da CLT e projetos de terceirização. “O objetivo do dia 11 é paralisar, com a maior amplitude possível, a atividade produtiva e os serviços, mostrando àqueles que querem governar contra o povo que não é possível fazê-lo sem enfrentar muita resistência e indignação popular”, diz nota do grupo, que não fez projeção de quantos simpatizantes espera. Os maiores até aqui chegaram a reunir 30.000 protestantes, segundo organizadores.

A tendência é clara de intensificação conforme caminham no Congresso as medidas de arrocho das contas. Deputados e senadores sabem disso. Mas o governo não tem se mostrado exatamente preocupado. O presidente Michel Temer tem inclusive ironizado os manifestantes. Em 28 de outubro, quando houve protesto ao lado de um evento com empresários, o peemedebista pediu à plateia que oferecesse emprego a eles. Anteontem, atacou os movimentos mais uma vez, ao dizer que manifestantes que ocupam as escolas não “respeitam as instituições” e sugeriu que discutem as emendas constitucionais sem “ler o texto” ou saber o que significa a sigla PEC.

Ele tem razão em não se preocupar? Por hora, sim. “Até agora, o Congresso não se deixou pressionar”, diz Lucas de Aragão, diretor da consultoria Arko Advice e colunista de EXAME Hoje. Se a economia demorar a decolar, como se prevê, separar os protestos da agenda do governo vai ficar cada dia mais difícil.

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