Aécio: caixa 2?; Chineses na Eletrosul…

Delator: caixa 2 para Aécio

O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior disse em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral que doou 9 milhões de reais em caixa dois para campanhas do PSDB a pedido do senador Aécio Neves, que em 2014 concorreu à Presidência. Aécio teria pedido também doação para outros candidatos do partido. O ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, havia afirmado na quarta-feira que doou 15 milhões de reais ao PSDB, mas de forma legal. A assessoria de Aécio confirmou que ele solicitou doações, mas não por meio de caixa dois.

O papel da Itaipava

O empreiteiro Marcelo Odebrecht ainda afirmou que a cervejaria Itaipava foi usada como “laranja” pela Odebrecht para fazer doações oficiais. Benedicto Júnior confirmou que usou a cervejaria para doar 40 milhões de reais para partidos da base da chapa Dilma-Temer, em 2014. O objetivo era não aparecer na lista de maiores doadores eleitorais. Um outro executivo já afirmou que a Odebrecht chegou a construir fábricas para a cervejaria em troca da disponibilidade de dinheiro para doações.

Aloysio no Itamaraty

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) foi confirmado na tarde desta quinta-feira pelo Planalto como o novo ministro das Relações Exteriores. Ele assume o lugar deixado por José Serra, que pediu exoneração do posto por problemas de saúde, principalmente dores nas costas que o impediam de viajar. Ex-líder do governo no Senado, Aloysio responde a um inquérito no Supremo pelo suposto recebimento de 300.000 reais de maneira oficial e 200.000 em caixa dois para sua campanha ao Senado, em 2010, da UTC, envolvida no esquema apurado pela Lava-Jato. Quem assume a vaga de Aloysio no Senado é o ex-deputado federal Airton Sandoval, de 73 anos.

Henrique Alves: não sabia

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) afirmou à Justiça Federal do Distrito Federal que desconhece a origem de 832.975,98 reais que foram depositados em uma conta que lhe pertence na Suíça. Os depósitos foram realizados entre outubro e dezembro de 2011. Segundo a PGR, trata-se de suborno da Carioca Engenharia para liberação de recursos públicos.

Mais condenações na Lava-Jato

O juiz federal Sergio Moro condenou nesta quinta-feira o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares a cinco anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. Delúbio é acusado de estar por trás, juntamente com o empresário José Carlos Bumlai, de um empréstimo de 12 milhões de reais do banco Schain ao PT em troca de obtenção de contrato público bilionário com a Petrobras. Do montante, 6 milhões foram enviados ao empresário Ronan Maria Pinto, para a compra de seu silêncio sobre o caso Celso Daniel, prefeito de Santo André morto em 2002. Maria Pinto também foi condenado na ação, juntamente com Enivaldo Quadrado, Luiz Carlos Casante e o empresário Natalino Bertin.

Chineses na Eletrosul?

A companhia de energia chinesa Shanghai Electric deve apresentar, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, uma proposta par assumir um lote de concessões de linhas de transmissão de energia da Eletrosul, subsidiária do grupo Eletrobrás. O negócio envolve a construção, no Rio Grande do Sul, de 2.169 quilômetros de linhas e de 21 subestações. As obras devem exigir investimentos de 3,3 bilhões de reais. Entre 2016 e 2017, a também chinesa State Grid pagou quase 20 bilhões de reais pela companhia de energia CPFL.

Ambev: o 2016 desafiador

Um resultado fraco e a falta de um plano claro para 2017 fizeram as ações da companhia de bebidas Ambev cair 3,9% nesta quinta-feira. A empresa teve em 2016 pela primeira vez desde sua criação, em 1999, uma redução na receita. O faturamento recuou 2,4% no ano, para 45,6 bilhões de reais. A geração de caixa no país teve uma retração de 19,7% em 2016, para 11,32 bilhões de reais. “2016 provou ser um dos anos mais desafiadores de nossa história”, disse a companhia em comunicado. Em teleconferência com analistas, o presidente da Ambev afirmou que a empresa prevê retomar sua participação de mercado em 2017 no Brasil, mas não divulgou nenhuma estratégia nova para voltar ao patamar histórico de 69%. Em 2016, a Ambev alcançou uma participação de 66% no Brasil, segundo a consultoria Nielsen.

Brito sem bônus

Sem atingir as metas, executivos da AB Inbev, maior cervejaria do mundo e controladora da brasileira Ambev, ficarão sem bônus pela primeira vez desde 2008. O corte no bônus afeta a maioria dos membros da alta administração, incluindo o presidente, Carlos Brito, e o diretor financeiro, Felipe Dutra. Em 2012, o jornal Financial Times estimou em 181 milhões de dólares o bônus de Brito. O lucro da companhia no quarto trimestre foi de 400 milhões de dólares, ante os 2,29 bilhões do mesmo período de 2015. A AB Inbev apontou o Brasil como um dos principais responsáveis pelo desempenho ruim. A AB também anunciou que deve investir apenas 3,7 bilhões de dólares em 2017, ante os 4,7 bilhões investidos no ano passado.

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Selic a 11,25?

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária realizada na última semana indica que o Banco Central poderá acelerar o ritmo de queda da taxa de juro. “Os membros do comitê reafirmaram o entendimento de que, com expectativas de inflação ancoradas, projeções de inflação na meta para 2018 e marginalmente abaixo da meta para 2017, e elevado grau de ociosidade na economia, o cenário básico do Copom prescreve antecipação do ciclo de distensão da política monetária”, informa o documento. Com isso, economistas começam a afirmar que o BC poderá cortar os juros em 1 ponto percentual na próxima reunião, que será nos dias 11 e 12 de abril.

O primeiro dia da Snap

A Snap, companhia que detém o aplicativo de fotos e vídeos Snapchat, sacramentou um bem-sucedido IPO no pregão desta quinta-feira. As ações da empresa fecharam o primeiro dia de negociação em Nova York com alta de 44%, fechando em 24,48 dólares — após começarem o dia valendo 17. Durante o pregão, a companhia chegou a ter alta de 52%. Os resultados de hoje elevaram o valor de mercado da Snap para mais de 33 bilhões de dólares. É o maior IPO de tecnologia desde que a varejista Alibaba abriu o capital em 2014.

Le Pen sem imunidade

Parlamentares da União Europeia acataram um pedido da Justiça francesa e retiraram a imunidade parlamentar da candidata ultraconservadora à Presidência da França, Marine Le Pen. O motivo são posts no Twitter em 2015 mostrando execuções feitas pelo grupo terrorista Estado Islâmico. A “publicação de imagens violentas” pode levar a até três anos de prisão. Até então, a imunidade impedia Le Pen de ser formalmente processada pelo caso. Em outra investigação, a candidata também é acusada de ter usado dinheiro da União Europeia para pagar membros da equipe de seu partido, a Frente Nacional.

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