Ajuste fiscal foi uma inflexão, não um aperto, diz Levy

Levy defendeu ainda a necessidade de continuidade do ajuste "porque se chegou a uma certa deterioração estrutural, agravada por questão cíclica e não econômica"

São Paulo – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou na manhã desta sexta-feira, 14, em São Paulo, que o ajuste fiscal “foi mais uma inflexão do que um extraordinário aperto”. “Dada a fragilidade da economia e também fatores não-econômicos, o que fizemos foi mudar a direção”, disse, em evento promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham).

Levy defendeu ainda a necessidade de continuidade do ajuste “porque se chegou a uma certa deterioração estrutural, agravada por questão cíclica e não econômica”.

Como exemplos da mudança de direção implementada, Levy citou a situação das contas públicas. “Se você olhar o superávit estrutural, vai verificar que o balanço estrutural fiscal primário vinha se deteriorando desde 2012 e o que fizemos foi estancar e vamos aos poucos voltar a melhorar”, afirmou. Ele pontuou também que havia um extenso déficit na conta corrente que agora está sendo revertido.

O ministro disse ainda que já há ingresso de recursos no País devido à recente mudança no nível cambial. “O investimento estrangeiro começa a melhorar. Pela mudança dos preços dos ativos em dólar, voltou a ser atrativo fazer investimento no Brasil”, disse.

“A economia está reequilibrando”, resumiu Levy. Segundo ele, a agência de classificação de risco Moody’s manteve o grau de investimento do País devido a estas melhoras na economia.

Inflação

Levy disse, ainda, no discurso na Amcham, que o Banco Central (BC) se mantém vigilante com relação à inflação e que os “indicadores” já apontam para um IPCA de 5%, 5,5% em 2016 e para a meta, de 4,5%, em 2017. “O Banco Central está vigilante porque se realmente queremos ganhar competitividade temos que fazer a inflação convergir.”

Ao afirmar que as expectativas estão convergindo para o centro da meta, o ministro ressaltou o fato de que, a partir de 2017, já vale a redução da banda de tolerância para a inflação, que baixou de 2,0 pontos porcentuais para 1,5 ponto porcentual. “E temos que lembrar que o teto da meta não é mais 6,5%. Em 2017, é 6,0%”, pontuou.

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