Aliados de Cunha já articulam renúncia de Maranhão e Giacobo

Os dois são os nomes na linha sucessória de Eduardo Cunha, caso o STF confirme liminar que afastou o deputado da presidência da Câmara

Brasília – Líderes aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já articulam a renúncia dos deputados Waldir Maranhão (PP-MA) e Giacobo (PR-PR) dos cargos de primeiro e segundo vice-presidentes da Câmara, respectivamente, caso o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirme liminar que determinou o afastamento do peemedebista do mandato e da presidência da Casa.

A ideia é tentar provocar a realização de uma nova eleição para vice-presidentes, que assumem interinamente o comando da Casa com o afastamento de Cunha.

Em reservado, deputados de partidos como PTB, PSD, PR e até do PP, sigla de Maranhão, avaliam que o atual presidente interino da Câmara não tem a “menor condição” de presidir a Casa. Também não acreditam que Giacobo tenha articulação suficiente para assumir o posto.

Por isso, esses líderes querem a escolha de novos vice-presidentes “de pulso” para substituir Eduardo Cunha. A ideia foi discutida na manhã desta quinta-feira, 5, em reunião de deputados do chamado “centrão” e até da oposição.

Os nomes mais cotados para concorrer aos postos nessa eventual nova eleição são os dos líderes do PTB, Jovair Arantes (GO); do PSD, Rogério Rosso (DF); do PSC, André Moura (SE), e do vice-líder do PR, Maurício Quintella (AL).

Todos são aliados de primeira hora de Eduardo Cunha na Câmara. Com a eleição, o primeiro vice-presidente, que assumiria a presidência interinamente, se cacifaria para a eleição de presidente da Câmara prevista para o início do próximo ano.

Embora já estejam articulando, líderes aliados de Cunha decidiram só se pronunciar oficialmente após julgamento do afastamento de Cunha pelo plenário do Supremo nesta tarde.

Até agora, o discurso é de que a decisão liminar do ministro do STF Teori Zavascki contra o peemedebista causou “perplexidade” entre os parlamentares, principalmente em relação ao afastamento do mandato de deputado. Para líderes, a decisão pode abrir um precedente perigoso.

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