Após admitir caixa 2, Mônica Moura pede liberdade ao Supremo

Mônica e o marido estão presos há cinco meses, em Curitiba, após investigações da Operação Lava Jato

A defesa da empresária Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, entrou hoje (26) com pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido foi feito após Mônica admitir, em depoimento perante o juiz federal Sérgio Moro, que o casal recebeu US$ 4,5 milhões de caixa 2 no exterior, referentes a uma dívida da campanha presidencial do PT nas eleições de 2010.

Mônica e o marido estão presos há cinco meses, em Curitiba, após investigações da Operação Lava Jato. Devido ao período de recesso do STF, a petição foi encaminhada do presidente da Corte, Ricardo Lewandowski.

Na petição, os advogados alegam que a prisão é ilegal e que a empresária não tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro, que estava depositado em uma conta offshore chamada Shellbill, em um banco na Suíça.

“Tais particularidades, sopesadas em conjunto, assumem especial relevância a fim de corroborar a tese de que a prisão preventiva, ao fundo e ao cabo, revela-se medida ilegítima, posto que outras cautelares menos gravosas se prestariam, de forma mais que suficiente, a impedir novas práticas delituosas ou proteger os valores ínsitos à norma penal”, argumenta a defesa.

Na quinta-feira (21), durante o depoimento, Mônica Moura, que era responsável pela parte financeira da empresa de marketing do casal, informou que recebeu US$ 4,5 milhões em uma conta offshore na Suíça, controlada pelo empresário Zwi Skornick, acusado de operar os pagamentos ilegais, segundo investigadores da Lava Jato.

Conforme Mônica, o repasse era referente a uma dívida por serviços prestados ao PT durante a campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2010. A empresa do casal fez o trabalho de marketing político da campanha.

Após o depoimento, em nota, o PT declarou que todas as “operações do partido foram feitas dentro de legalidade”. O PT também ressaltou que as contas de campanha eleitoral de 2010 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

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