Bebês sem microcefalia com mães infectadas serão monitorados

O ministro da Saúde disse que a ideia é monitorar o surgimento de complicações neurológicas, oculares ou auditivas como sequelas tardias

O Ministério da Saúde vai acompanhar o desenvolvimento de crianças que nasceram sem microcefalia, mas cujas mães foram infectadas pelo vírus zika durante a gestação.

O anúncio foi feito hoje (23) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, no primeiro dia da 69ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra (Suíça).

Em entrevista à Agência Brasil, Barros disse que a ideia é monitorar o surgimento de complicações neurológicas, oculares ou auditivas como sequelas tardias possivelmente associadas à infecção das mães pelo zika.

De acordo com o ministro, o monitoramento será feito ao longo dos primeiros anos de vida das crianças que constam no sistema de vigilância da pasta como casos descartados para microcefalia.

“Tudo vai depender de como vai evoluir a pesquisa”, disse, sobre o período em que as crianças serão monitoradas. A estimativa da pasta é que o acompanhamento seja feito até os cinco anos. 

“Temos especialistas e uma incidência de zika que nos permite ter uma base de pesquisa e vamos produzir esses resultados.”

O ministério agora irá definir quais instituições vão oferecer o acompanhamento para identificar se a infecção por zika, diagnosticada durante a gestação, pode estar relacionada a outras consequências no desenvolvimento da criança.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vai colaborar com o governo brasileiro na iniciativa.

Rio 2016

Barros confirmou que a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, virá ao Brasil em agosto para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

A presença de Chan, segundo o ministro, representa uma “demonstração de confiança” no trabalho que está sendo conduzido pelo governo brasileiro para o controle do mosquito Aedes aegypti.

Em Genebra, Barros apresentou um gráfico que mostra a baixa incidência da transmissão de dengue e de outras doenças associadas ao Aedes aegypti durante os meses em que a competição esportiva ocorrerá.

O ministro disse que decidiu ir à 69ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde para transmitir aos 194 países-membros “tranquilidade” no que diz respeito a medidas de segurança na área da saúde a serem executadas durante a Olimpíada.

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