Brasil deve acentuar luta contra o desmatamento

O país tem uma grande tradição de produção energética de origem hidráulica, de consumo de biocombustíveis, e também aumentou sua produção de energia eólica

O Brasil deverá acentuar sua luta contra o desmatamento se quiser cumprir seu compromisso de reduzir suas emissões de CO2 em 37%, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira durante as negociações sobre mudanças climáticas em Bonn.

Se Brasil, China, Estados Unidos, União Europeia, Índia e Japão quiserem contribuir para que o planeta não aumente sua temperatura em mais de 2ºC, deverão modificar drasticamente sua maneira de produzir e consumir energia, explicou o documento, elaborado coletivamente por 14 centros de pesquisa destes países.

O limite de 2ºC para meados do século foi levantado pelos cientistas de um painel das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, e é um dos principais objetivos das negociações de Bonn.

Um total de 195 membros da Conferência sobre as mudanças climáticas (COP21) negociam um projeto de acordo até esta sexta-feira. Este projeto deve posteriormente ser ratificado por ministros em dezembro em Paris.

“O Brasil tem um dos sistemas energéticos mais limpos (do mundo) e uma matriz energética de baixa emissão de CO2”, lembra o documento, encomendado pela Comissão Europeia.

O país tem uma grande tradição de produção energética de origem hidráulica, de consumo de biocombustíveis, e também aumentou sua produção de energia eólica.

Mas seu compromisso de reduzir em 37% seu atual nível de emissões de CO2 até 2030 exige sacrifícios suplementares, porque seu consumo de energia de origem fóssil segue aumentando.

“Nossa análise sugere que os compromissos do Brasil requerem uma implementação total de medidas ambiciosas contra o desmatamento e para reduzir as emissões no setor agrícola”, explicou Roberto Schaeffer, do Centro de Economia Energética e Ambiental, um dos autores do texto.

Os compromissos nacionais de redução de gases de efeito estufa de todos os países estudados precisam ser fortalecidos, adverte o texto, em consonância com outro estudo recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE).

“Algumas soluções cruciais, de baixa emissão de carbono, como os veículos elétricos ou os biocombustíveis avançados (…), não parecem que vão poder ser desenvolvidos à escala e velocidade necessários para um cenário de 2ºC” de aumento de temperatura, explicou o texto.

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