Diferenciação não é negociável, diz Brasil na COP21

O Brasil considera que "diferenciação" entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, entre os quais se inclui, "não é negociável", diz negociador

Paris – O Brasil considera que o princípio de “diferenciação” entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, entre os quais se inclui, “não é negociável” no acordo climático discutido na Cúpula do Clima de Paris (COP21).

“A diferenciação não é negociável, é uma parte integral da convenção”, ressaltou nesta quinta-feira em entrevista coletiva José Antônio Marcondes de Carvalho, negociador brasileiro na COP21.

Marcondes insistiu que a diferenciação é “muito importante” para seu país e que “deve ser mantida e preservada”.

O negociador argumentou que “temos que ter a garantia que esta questão esteja aí para que os países em desenvolvimento possam ser mais ambiciosos” na fixação de novos objetivos para a redução de emissões causadoras do efeito estufa.

Frente aos países ricos que assinalam que nos últimos anos o cenário mudou no mundo em desenvolvimento, com alguns emergentes que já não podem esperar o mesmo tratamento diferenciado que os pobres, Marcondes destacou que o Brasil continua sendo um país em desenvolvimento.

Para justificar, lembrou que seu país continua enfrentando desafios em matéria de redução da pobreza ou na construção de infraestruturas.

O negociador também negou que o país seja reticente à ideia da chamada “coalizão” de mais de 100 países que pretendem que o compromisso da COP21 fixe um objetivo de aumento da temperatura global abaixo de 1,5 graus centígrados para o final do século.

Marcondes ressaltou que “o Brasil não é nunca reticente” e que examina essa questão em profundidade.

Mas também lembrou que sua posição é fixar no acordo um objetivo de aquecimento não superior a dois graus, com um caminho de progressão para limitá-lo a menos de 1,5 graus, tudo isso em um contexto de desenvolvimento sustentável e de luta contra a pobreza.

Marcondes defendeu igualmente que o acordo da COP21 estabeleça “um sistema transparente” para a verificação das emissões, mas que “tem que contemplar a suficiente flexibilidade para os países em desenvolvimento”.

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