Discussão sobre pré-sal não tem relação com venda de Carcará

A companhia passou a projetar um uso de US$ 400 milhões, em comparação com a estimativa prévia de uso de até US$ 100 milhões

São Paulo – As discussões regulatórias do marco do pré-sal, no sentido de retirar da Petrobras a obrigatoriedade de participação em todas os consórcios e a exclusividade da operação, não afetou a negociação da venda da participação detida pela estatal, de 66%, no bloco exploratório BM-S-8, conhecido como Carcará, para a Statoil Brasil Óleo e Gás, disse a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes.

“Na minha avaliação, são atos distintos. Esse ativo em particular, o BM-S-8, nós obtivemos dentro do regime de concessão, nós e os parceiros, em 2000. E assim como em outras parcerias, esses são negócios absolutamente tradicionais e bastante regulares, não só feitos na Bacia de Santos, mas nas demais bacias”, disse Solange nesta sexta-feira, 29, durante coletiva de imprensa.

As parcerias, segundo Solange, são negociadas todos os dias e esse é um movimento tradicional na indústria.

“As questões da discussão regulatória não afetam objetivamente esse negócio, não têm interferência em relação à parte da concessão que estamos negociando neste momento”, disse.

A executiva afirmou que o processo em curso na Petrobras, de parceria estratégica e desinvestimento, é muito seletivo e criterioso ao fluxo de caixa futuro. “Estamos muito atentos a isso”, frisou.

O bloco exploratório BM-S-8 está localização na Bacia de Santos e é atualmente operado pela Petrobras, com participação de 66%, em parceria com a Petrogal Brasil, que tem 14%, e Queiroz Galvão Exploração e Produção e Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás, com 10% cada uma.

Desinvestimento

A Petrobras já vem trabalhando há algum tempo nos desinvestimentos anunciados nos últimos dias, mas o diretor de Finanças e de Relações com Investidores da companhia, Ivan Monteiro, admite que a presença de um executivo como Pedro Parente, que assumiu a presidência da estatal há quase dois meses, ajuda nas discussões.

“Nós temos um conjunto muito grande de operações que a gente analisa, um portfólio de operações com o objetivo de atingir a meta de US$ 15,1 bilhões (de desinvestimentos e parcerias) até o fim do ano”, destacou Monteiro.

Segundo ele, os anúncios mostram um amadurecimento das negociações. “Sendo que cada uma tem seu desafio específico”, disse, reiterando que a meta é corporativa.

“Vamos trabalhar incansavelmente para alcançar a meta, porque ela é extremamente importante para a desalavancagem da companhia, para a redução de seu endividamento e para trazer a métrica da dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para padrões normais”, disse.

Monteiro salientou ainda que ter um executivo como Pedro Parente à frente da companhia é um privilégio e “auxilia bastante as discussões”.

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