Braga deixa ministério, mas não participará da votação

Braga conversou na manhã desta quarta-feira com a presidente, agradeceu a oportunidade e a confiança e garantiu que vai continuar trabalhando no Senado

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse hoje (20) que já entregou o cargo para a presidente Dilma Rousseff.

Braga conversou na manhã desta quarta-feira com a presidente, agradeceu a oportunidade e a confiança e garantiu que vai continuar trabalhando no Senado, onde tem cargo, para o desenvolvimento do setor.

Braga é do PMDB, partido do vice-presidente, Michel Temer, que decidiu romper com o governo e entregar todos os cargos que detém na administração federal no mês passado.

“Eu saio com a sensação de que fizemos muito. Chegamos aqui debaixo de uma grande crise de fornecimento de energia, crise hidrológica, de tarifas, situação econômica de liquidação de curto prazo, vivendo um momento dramático, as distribuidoras tendo graves e sérias dificuldades. E nós vencemos essas etapas, uma a uma, e agora estamos tratando de dar oportunidade para esses programas continuarem”, afirmou Braga.

Ele informou que não vai participar da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, porque estará de licença por problemas de saúde.

“Mas minha suplente estará lá, representando com coerência e com posições claras a nossa posição na votação”, disse. A suplente de Braga no Senado é sua esposa, Sandra Braga (PMDB-AM).

Eduardo Braga ressaltou que é preciso que o Senado tenha uma postura diferenciada no processo de análise do impeachment.

“O Senado, por ser uma casa mais experiente, mais madura, que representa a República brasileira, precisa ter muita responsabilidade e muita maturidade diante do que estamos fazendo”.

O ministro garantiu que o PMDB não fez pressão para que ele deixasse o cargo. “O PMDB soube respeitar e diferenciar a minha posição, me respeitou como um peemedebista de longa data que sou.”

O substituto de Braga na pasta de Minas e Energia vai ser definido pela presidente Dilma Rousseff, mas o atual ministro sugeriu que seja um nome técnico, do próprio ministério.

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