Pisa: sem melhora à vista

Os resultados do Pisa, o programa internacional de avaliação de estudantes, divulgados ontem, revelam que a educação brasileira vai mal, muito mal. O país ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura oltemática. O que falta? Para começar, investimento. Em 2012, os recursos destinados a cada aluno correspondiam a apenas 32% da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); em 2015, chegaram a 42%. As notas seguem estagnadas desde 2006.

A discrepância no investimento – países da OCDE destinam mais de 90.000 dólares por ano para cada aluno – não é à toa: o Brasil tem menos recursos. Por aqui, o PIB per capita é de 15.893 dólares, 40% da média da OCDE, de 39.333 dólares.

A OCDE afirma que repasses mais robustos de recursos têm impacto direto em melhores médias em matemática. No caso brasileiro, as propostas do novo governo de congelar os gastos públicos preocupam especialistas e estudantes. Caso a medida seja aprovada, estima-se que a educação receba 300 bilhões de reais a menos nos próximos 20 anos. Com a ausência de aumentos reais em investimentos, como prevê a PEC do teto de gastos, dificilmente haverá melhora nessas médias.

Outra explicação para nossa penúria é uma distribuição de recursos ineficaz. Países com finanças equivalentes à brasileira têm conseguido avançar a passos mais rápidos. No México, com PIB per capita similar ao nosso, o investimento em educação é menor que o nosso, mas todas as médias estão acima das brasileiras. A diferença é uma distribuição mais equitativa entre diferentes regiões e diferentes classes sociais. Em 2003, a diferença de avaliação entre alunos de classes mais altas e mais baixas chegava a 60 pontos. Em 2015, a diferença caiu para 19 – a mais baixa de toda a OCDE. No Brasil, a diferença este ano foi de 131 pontos, e se mantém praticamente a mesma desde 2006.

“Aumentar o investimento é fundamental para conseguir aportar mais para as escolas mais carentes, sem reduzir os gastos com as demais instituições”, afirma o sociólogo Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional da Educação. Não é, definitivamente, o caminho escolhido. 

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