Em crise, Rio suspende programas sociais e vende imóveis

A expectativa do governo estadual é de que o corte reduza as despesas em R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões por ano, mas o déficit é de cerca de R$ 19 bilhões

O governo do Rio de Janeiro anunciou hoje (9) uma série de medidas para conter despesas e enfrentar a situação de crise no estado.

Entre as ações, determinadas em cinco decretos do governador Francisco Dornelles, está a suspensão dos programas sociais Renda Melhor e Renda Melhor Jovem, a fusão de secretarias, a reavaliação de gastos operacionais em pelo menos 30% e a transferência de imóveis para o fundo previdenciário do estado.

A expectativa do governo estadual é de que o corte reduza as despesas em R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões por ano, mas o déficit é de cerca de R$ 19 bilhões. Os cinco decretos estaduais entram em vigor em 1º de julho.

Os cortes incidem sobre a parcela do orçamento destinada a custeio e investimento, que equivale a R$ 7,3 bilhões.

Os pagamentos do Renda Melhor serão feitos até setembro. Segundo o secretário da Casa Civil, Leonardo Espíndola, a suspensão é temporária e, no caso do Renda Melhor Jovem, não atinge os atuais beneficiários.

O Renda Melhor funciona como complemento do Bolsa Família no Rio, e o estado planeja economizar R$ 200 milhões com a suspensão.

O decreto que determina que todos os órgãos da administração pública reduzam suas despesas operacionais exclui as secretarias de Saúde, Educação, Segurança Pública e Administração Penitenciária, além de órgãos ligados à Justiça.

Mesmo assim, a orientação do governo é de que elas reduzam seus gastos.

A busca pela diminuição das despesas também levará o governo a rever os 100 maiores contratos e renegociá-los na medida do possível. O governador afirmou que muitos deles são antigos e vêm sendo reajustados automaticamente.

O governo do estado divulgou ainda uma lista com os dez primeiros imóveis que serão vendidos para capitalizar o Rio Previdência.

Mais 18 terrenos estão nos planos de venda, já que, do patrimônio imobiliário do estado, a maior parte dos terrenos teria questões legais que impediriam a venda em curto prazo.

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