Estes dois senadores podem ter o futuro de Dilma nas mãos

Presidente e relator da comissão que irá analisar a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma serão eleitos nesta terça-feira

São Paulo – A primeira reunião da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado deve ser realizada hoje. Ontem, os 21 titulares e os 21 suplentes foram eleitos no plenário da Casa. 

A expectativa é que nesta terça-feira sejam confirmados os nomes do presidente e do relator do processo. As indicações ficaram a cargo do PMDB e do PSDB, donos das maiores bancadas no Senado.

Como maior partido da Casa, o PMDB pode escolher primeiramente qual dos cargos gostaria de preencher e optou pela presidência. O nome indicado pelo partido foi o do senador paraibano Raimundo Lira. 

Ao PSDB coube, então, a escolha do relator – figura responsável por elaborar o parecer contrário ou favorável a admissibilidade do processo. Os tucanos indicaram o mineiro Antonio Anastasia, decisão contestada pelo PT, que chegou a afirmar que levaria a decisão para a Justiça

Conheça melhor quem deve ocupar os dois postos:

Raimundo Lira – Presidência

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB)

 

Natural de Cajazeiras, na Paraíba, o economista Raimundo Lira foi eleito como suplente do também paraibano Vital do Rêgo. Em 2014, passou a ocupar o cargo de senador após Rêgo ser escolhido como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Nas eleições de 2010, foi o suplente que mais doou ao titular da chapa (no total, foram 960 mil reais). Declarou, naquele ano, ter pouco mais de 54 milhões de reais em bens. 

É uma das figuras que agradam tanto a oposição quanto a bancada governista. Em fevereiro deste ano, chegou a ser cogitado como substituto de Delcídio do Amaral na liderança do governo na Casa.
 

Antonio Anastasia – Relator

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Natural de Belo Horizonte e formado em Direito, Antonio Anastasia é senador desde 2014, quando foi eleito com 5.102.987 votos. 

Sua primeira eleição foi como vice da chapa de Aécio Neves para o governo de Minas Gerais em 2006. Como Aécio saiu para concorrer a um posto no Senado, Anastasia acabou ocupando o governo do estado. Em 2010, foi reeleito para o cargo.

Declarou, nas eleições de 2014, ter 562 mil reais em bens. 

No início de 2015, foi citado como um dos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras. O inquérito, no entanto, foi arquivado no final do ano passado pelo ministro Teori Zavascki por falta de provas.
 

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