Estudantes de São Paulo protestam contra fraudes na merenda

Ontem (9), a mobilização que une alunos do ensino técnico e da rede regular de ensino contabilizou a ocupação de 18 prédios públicos

Estudantes da rede pública estadual saíram em passeata hoje (10) pelas ruas de São Paulo. O protesto contra a falta de merenda e as denúncias de corrupção na alimentação escolar saiu do Parque da Luz, região central, e deve seguir até a zona norte.

O grupo carrega faixas, grita palavras de ordem e distribui panfletos.

No trajeto, os jovens passaram  em frente à sede do Centro Paula Souza (CPS), que ficou uma semana sob controle dos estudantes e foi desocupado pela polícia, após ordem judicial. A CPS administra o ensino técnico no estado.

“Quando a gente vai para a rua, a gente consegue chamar a atenção do trabalhador, que muitas vezes, não recebe essa notícia pela televisão e pelos grandes meios de comunicação de que realmente está faltando merenda nas escolas, que a educação está precarizada” diz o estudante Marcelo, de 18 anos, para justificar o ato, apesar dos inconvenientes causados ao trânsito. Temendo represálias, ele não forneceu o sobrenome.

Ontem (9), a mobilização que une alunos do ensino técnico e da rede regular de ensino contabilizou a ocupação de 18 prédios públicos.

Mais cinco Escolas Técnicas (Etecs) de São Paulo foram ocupadas hoje (10) por estudantes secundaristas, segundo o Centro Paula Souza, que administra os núcleos de ensino. São 15 escolas técnicas (Etecs), além de duas escolas estaduais e uma diretoria de ensino.

Marmitas

Em resposta às demandas do movimento, o CPS anunciou o fornecimento de marmitas com almoço para os alunos do ensino técnico.

Os estudantes reivindicam, no entanto, que seja firmado o compromisso da construção de refeitórios em todos os estabelecimentos de ensino da rede. Atualmente, os estudantes que têm atividades durante todo o dia recebem dois lanches.

“A gente quer um programa que funcione a longo prazo”, enfatiza Marcelo, que estuda na Escola Estadual Maria Helena Colônia, em Mauá, na Grande São Paulo.

Os estudantes também querem que a Assembleia Legislativa de São Paulo instaure uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as denúncias de desvios nos contratos da merenda em pelo menos 20 municípios.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s