Brasileiros gastam 10 vezes mais que o governo com remédios

Por ano, brasileiros desembolsam mais de 220 bilhões com saúde - mais do que o dobro investido pelo governo no setor

São Paulo – O gasto das famílias brasileiras com medicamentos é quase dez vezes maior do que o total desembolsado pelo governo no fornecimento de remédios gratuitos para a população. 

Isso significa que o brasileiro compra muito mais remédios nas farmácias do que retira em postos de saúde ou outros pontos de distribuição. 

Os dados fazem parte da Conta Satélite de Saúde, do período de 2010-2013, divulgados na manhã desta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o valor desembolsado pelas famílias com remédios chegaram a 78,5 bilhões de reais  em 2013 – o que representa 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Já os gastos da administração pública com a compra de remédios para esse fim somaram 8,4 bilhões de reais – ou  0,2% do PIB. 

“O resultado pode ser explicado pela restrita lista de produtos que há em alguns postos”, diz Ricardo Montes de Moraes, pesquisador e responsável pelo estudo do IBGE. Com isso, muitas famílias recorrem ao próprio bolso para adquirir os medicamentos necessários.. 

Gasto Individual

A despesa total com serviços de saúde no Brasil – seja paga pelos brasileiros ou pelo poder público – atingiu 424 bilhões de reais em 2013, o equivalente a 8% do PIB nacional.

Nessa conta, entram gastos com consultas, exames, internações e medicamentos, entre outros serviços. 

As famílias brasileiras, mais uma vez, desembolsam a maior quantia de dinheiro para cobrir despesas médicas. No total, são 227,6 bilhões de reais gastos por ano pelos brasileiros.  Por pessoa, o custo foi de R$ 1.162 reais em 2013. Já o governo investiu no setor o equivalente a 946 reais per capita no mesmo ano.  

Preço dos remédios

No Brasil, o preço de um remédio fabricado no mesmo laboratório pode variar 434%, de acordo com um levantamento do Instituto de Ciências Tecnológicas e Qualidade Industrial (ICTQ).

O analgésico Novalgina, por exemplo, chega a ser comercializado por R$ 8,70 em Belo Horizonte. Já em São Paulo, é possível comprar o mesmo produto pelo (salgado) valor de R$ 46,50 – uma diferença superior a 400%.

Em nota, o Instituto informa que é preciso ter atenção na hora de ir na farmácia. “Neste momento de recessão econômica, o consumidor brasileiro precisa redobrar a atenção quanto aos preços dos remédios ofertados nas farmácias e drogarias em todo o país

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