Governo ainda trabalha por candidatura única para Câmara

O ministro da Casa Civil confirmou que o governo trabalha para que alguns dos candidatos à presidência da Câmara desistam das candidaturas

Brasília – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, confirmou nesta terça-feira que o governo trabalha para que alguns dos candidatos à presidência da Câmara desistam das candidaturas, mas insiste que o governo não vai interferir na disputa.

“O governo acredita até a hora da eleição que isso (candidatura única) possa ser construído. O governo trabalha para manter sua base unida”, afirmou o ministro.

“Não interferimos na questão de quem seja, mas queremos sim que tenha apenas um candidato da base. Queremos a unidade da base. E a unidade da base se consegue sem disputa”, disse a jornalistas no Palácio do Planalto.

A decisão da bancada do PMDB de lançar o nome do ex-ministro da Saúde Marcelo Castro (PI) irritou o Palácio do Planalto, que viu seus esforços para diminuir a disputa na base ser atrapalhado pelo seu próprio partido.

Logo depois do anúncio da bancada, Castro –que defendeu o governo da presidente afastada até o final e votou contra a abertura do processo de impeachment– foi chamado para conversar com o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Sem que Geddel tenha conseguido resultados concretos, Castro terá ainda uma nova conversa, dessa vez diretamente com Michel Temer.

Padilha insiste que o Planalto não vai se intrometer na disputa e que não dirá quem deve desistir da disputa, mas afirma que ainda há tempo de se chegar a apenas um candidato da base.

“Nós pretendemos que tenha um único candidato de todos os partidos da base. E esta composição deverá ser feita entre os líderes dos partidos lá dentro da Câmara”, disse.

O ministro, no entanto, nega que o Planalto esteja trabalhando para que Castro desista da candidatura, mas apenas para que fique um só. Geddel, no entanto, admitiu mais cedo que dificilmente haverá apenas um candidato da base e o mais provável é que haja um segundo turno.

Inicialmente, mesmo com o discurso de que não iria interferir, o Planalto mostrava simpatia pela candidatura de Rogério Rosso (PSD-DF), apresentando pelo centrão –grupo de mais de partidos que inclui PSD, PTB, Pros, PP, entre outros.

No entanto, ao ver a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) crescer e ganhar apoio do PSDB, o Planalto deixou claro aos líderes dos dois partidos que não trabalharia contra a candidatura de Maia.

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