Homenagens; Venezuela fora?…

Homenagens para a Chape

Milhares de pessoas lotaram os estádios da Chapecoense e do Atlético Nacional, na noite de ontem, no mesmo horário em que os dois times deveriam jogar a final da Copa Sul-Americana. Nas duas cidades, as torcidas acenderam velas, rezaram e cantaram em homenagem aos mortos. Em Medellín, 40.000 pessoas lotaram o estádio Atanásio Girardot. O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, e o ministro das relações exteriores do Brasil, José Serra, estavam presentes. Os investigadores colombianos confirmaram que a causa da queda do avião, na noite de segunda-feira, foi falta de combustível. Um áudio captou a conversa entre a torre de comando e o piloto Miguel Quiroga, que avisa estar sem combustível.

Vence prazo para a Venezuela

Venceu à zero hora de hoje o prazo para a Venezuela adotar as normas necessárias para permanecer como integrante do Mercosul. As diplomacias dos demais membros consideram que isso é praticamente impossível, o que acarretaria a suspensão do bloco. A medida não seria automática – os demais membros precisam enviar uma comunicação oficial ao país, o que ainda não tem data marcada.

Celg anima governo

A italiana Enel comprou a distribuidora goiana de energia Celg por 2,187 bilhões de reais, 28% acima do preço mínimo estabelecido pelo governo, de 1,7 bilhão. A Enel foi a única a fazer oferta. Era a segunda vez que a Celg ia a leilão – na primeira, em agosto, com preço de 2,8 bilhões, não houve interessados. O preço fechado ontem foi considerado um sinal positivo para as privatizações do setor elétrico. O ministério de Minas e Energia pretende realizar seis leilões em 2017. Ainda ontem, o governo decidiu privatizar em março os aeroportos de Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis – a meta é conseguir 3 bilhões de reais.

Ação e reação

O coordenador Deltan Dallagnol e sua equipe ameaçaram abandonar os trabalhos caso o pacote seja aprovado no Legislativo. Com inúmeros membros sob mira da Justiça, o Legislativo aprovou um pacote de emendas que incluiu uma polêmica emenda que prevê que juízes e membros do Ministério Público respondam por abuso de autoridade, com penas de até dois anos de prisão. A atitude foi chamada pelos procuradores da República de tentativa de “intimidação”, tirando-lhes a “proteção” pela lei. Dallagnol disse que “há evidente conflito de interesses entre o que a sociedade quer e o que aqueles que se envolveram em atos de corrupção e têm influência dentro do Parlamento querem”.

Fim do foro

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a PEC que determina o fim do foro privilegiado para autoridades em crime comuns. O relatório do senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) tira a prerrogativa de foro dos cerca de 22.000 detentores do direito de ser julgados apenas pelas instâncias máximas da Justiça, incluindo presidente da República, ministros de Estado, parlamentares e os próprios ministros do Supremo. A PEC segue para discussão no plenário da Casa, sem data prevista.

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Selic em 13,75%

Na última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) abaixou a taxa básica de juro (Selic) para 13,75%. O Copom já havia reduzido a taxa no mês passado, para 14%, a primeira baixa em quatro anos. Em nota, o BC afirmou que a baixa da Selic se deu por unanimidade, num cenário econômico que deve demorar mais para se recuperar do que o esperado inicialmente. As reduções nas projeções da inflação, para 6,6% no final do ano, pelo boletim Focus, também influenciaram a baixa.

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PIB cai mais uma vez



O PIB do Brasil encolheu 0,8% no terceiro trimestre deste ano em relação ao registrado no trimestre anterior, conforme divulgado pelo IBGE. O encolhimento é ligeiramente menor do que o esperado pelo mercado, de 0,9%. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a queda foi de 2,9%. É o sétimo trimestre de retração da economia brasileira, pondo em xeque as últimas esperanças do mercado de que a economia já estaria dando sinais de recuperação. Depois do anúncio, o presidente Michel Temer disse que é preciso “serenidade e paciência para fazer a travessia” até que as medidas do governo surtam efeito positivo na economia. Falar é fácil, difícil é esperar.

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Colômbia rumo à paz?

O Senado colombiano referendou o novo acordo de paz assinado pelo governo e pelas Farc no dia 24 de novembro. Do total de 102 senadores, 75 votaram a favor, nenhum votou contra e os membros da campanha pelo “não”, liderados pelo ex-presidente Álvaro Uribe, abstiveram-se. O texto agora segue para a Câmara dos Deputados, que deve votá-lo ainda nesta quarta-feira. Em outubro, o primeiro acordo proposto pelo governo do presidente Juan Manuel Santos foi derrotado em plebiscito por uma margem apertada de votos. A nova versão do texto, que não passará pela aprovação popular, acatou algumas das mudanças exigidas pela oposição, mas não chegou a tocar em pontos tidos como essenciais pelo grupo do “não”, como a exigência de que os condenados cumprissem as penas em prisões.

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