Janot promete criação de procuradoria nacional anticorrupção

O mandato do procurador-geral, que busca ser reeleito, se encerra em 18 de setembro

Brasília – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu nesta manhã de segunda-feira, 3, a intensificação do trabalho de combate à corrupção e prometeu criar uma procuradoria nacional anticorrupção se for escolhido para permanecer mais dois anos no cargo.

Em debate com os outros três candidatos que disputam o comando do Ministério Público da União, Janot disse não ter “ambições pessoais” e estar determinado a oferecer num segundo mandato “serenidade e trabalho”. O mandato do procurador-geral se encerra em 18 de setembro.

“Estou determinado a oferecer serenidade, acolhimento, trabalho e diálogo. Sem vender ilusões nem alardear bravatas. Carrego a certeza de que é pela pátria proba, pela sociedade ordeira, pelo Ministério Público Federal que isso tudo vale a pena. A minha paz e minha felicidade são fortalezas que residem numa falta de ambição pessoal”, afirmou o procurador-geral.

Nesta quarta-feira, 5, procuradores vão às urnas para formar a lista tríplice que será enviada à Presidência da República, que deve indicar o nome do próximo chefe do Ministério Público.

O escolhido precisará passar ainda pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e por votação secreta no Senado. A previsão do governo é de que Janot seja o mais bem votado na lista e aprovado pelos parlamentares.

No entanto, interlocutores do Planalto reconhecem a dificuldade que Janot terá para passar no Senado, diante da investigação de 13 senadores na Operação Lava Jato.

Na abertura do debate, Janot falou sobre as propostas para o eventual segundo mandato, entre elas a criação da “nova procuradoria nacional anticorrupção”, sem detalhar o projeto. Janot falou também em manter membros do Ministério Público no exterior para atuar na cooperação internacional.

Ao responder pergunta sobre os núcleos regionais, nos Estados, de combate à corrupção, Janot afirmou que dá “apoio incondicional” ao trabalho de grupos como a força-tarefa que atua no Paraná na Operação Lava Jato.

“Estamos trabalhando para estruturar cada vez mais os instrumentos de trabalho nesses núcleos. Estamos apoiando os grupos de colegas que trabalham em diversas questões, as mais candentes hoje Lava Jato e Ararath e contam com apoio incondicional do PGR”, afirmou Janot.

O subprocurador Carlos Frederico Santos, principal opositor de Janot, criticou o atual procurador-geral da República em suas considerações iniciais, sem referência direta ao nome de Rodrigo Janot.

“Você conhece o PGR? Você sabe o que pensa o PGR? Ou você sabe o que pensam por ele? Quem dá o norte do MPF? Temos que ter consciência e ver o que é liderança. Líder não pode falar uma coisa e fazer outra, porque ele é o exemplo”, afirmou.

A subprocuradora Raquel Dodge defendeu a implementação de um sistema de “compliance” na Procuradoria, para aumentar a qualidade da atuação jurisdicional.

Tido como candidato mais “alinhado” com o atual procurador-geral, o subprocurador Mario Bonsaglia disse que pretende “enfatizar a busca de eficiência” do MP na investigação criminal e ter uma instituição “mais transparente”.

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