Jucá pede licença; PSOL pede sua prisão…

Jucá pede licença

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, pediu licença do cargo na tarde desta segunda-feira após a divulgação de áudios de conversas entre ele e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Nas conversas, entre outros assuntos, o senador peemedebista fala sobre como a troca de governo da presidente Dilma Rousseff poderia auxiliar a “abafar” a operação Lava-Jato e sobre o entendimento, no mundo político, de que o senador Aécio Neves está envolvido em esquemas de corrupção. No lugar do ministro licenciado entrará Dyogo Henrique de Oliveira, hoje secretário-executivo do Planejamento, e por sua vez investigado na Operação Zelotes. Jucá informou que protocolará uma ação junto ao Ministério Público Federal requerendo informações que indiquem que houve crime nas conversas. Ele voltará a ocupar seu cargo no Senado.

A reação contrária

O PT e o PSOL afirmaram que o áudio de Jucá reforça a tese, defendida pelas legendas, de que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi “viciado” e usado para blindar políticos que estavam na mira da Lava-Jato. O PSOL protocolou hoje (23), na Procuradoria-Geral da República, representação pedindo a prisão preventiva do ministro Romero Jucá. No Senado, o senador Telmário Mota, do PDT e adversário político de Jucá, disse que protocolará nesta terça-feira no Conselho de Ética um documento alegando que o peemedebista tentou obstruir a Justiça. Com isso, Jucá poderá ter o mandato cassado pelos colegas.

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A reação contrária II

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal disse, em nota, que “já havia alertado para as repetidas tentativas de interferência política no trabalho da Polícia Federal e repudia qualquer ato no sentido de impedir a continuidade de uma das mais importantes investigações em curso no Brasil”. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou, por sua vez, que o compromisso do governo com a Lava-Jato e o combate à corrupção é “absoluto”.

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Lava-Jato nas ruas

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a 29a fase da Lava-Jato, nomeada Repescagem. As diligências, feitas em Brasília, no Rio de Janeiro e em Recife, culminaram na prisão preventiva de ex-assessor do ex-deputado José Janene e ex-tesoureiro do PP, João Claudio Genu, que já havia sido acusado de sacar 1,1 milhão de reais de contas da empresa de Marcos Valério durante o mensalão. Dessa vez, ele é investigado por continuar recebendo repasses mensais de propinas até 2013. Os investigadores já comprovaram 2 milhões de reais de propina repassados diretamente a Genu pelo doleiro Alberto Youssef.

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A meta de Temer

Enquanto havia muita confusão no Congresso com o caso dos áudios de Jucá, o presidente interino Michel Temer entregou ao presidente do Senado, Renan Calheiros, o projeto do governo que eleva o déficit primário para 170 bilhões de reais neste ano. Temer pediu ao colega de partido que agilize a análise da meta no Congresso. Por isso, a sessão de amanhã que apreciará a matéria foi antecipada das 16 horas para as 11 horas.

10 mi para Pimentel?

A Procuradoria-Geral da República incluirá na denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, no Supremo Tribunal Federal, uma delação premiada do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, na qual relata que o governador recebeu mais de 10 milhões de reais em propina. Segundo a delação, somente em um esquema, que envolvia a Caoa, representante da Hyundai no Brasil, o governador petista teria recebido mais de 10 milhões de reais. A investigação faz parte da Operação Acrônimo, da Polícia Federal.

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Serra de papel

Depois de ser recebido com bolinhas de papel ao chegar à Argentina, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, deparou com cerca de 150 manifestantes ao se encontrar com a chanceler argentina Susana Malcorra em Buenos Aires. Entre os manifestantes, havia brasileiros e argentinos contrários aos governos de Michel Temer e Mauricio Macri.

 

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