Laboratório prevê teste de vacina da zika em humanos em 2016

Testes em camundongos mostraram resultados positivos no desenvolvimento de anticorpos e células-T "assassinas" para combater o vírus da zika

A empresa de biotecnologia norte-americana Inovio Pharmaceuticals disse nesta quarta-feira que teve resultados promissores dos testes sobre uma vacina contra o vírus da zika em camundongos e planeja iniciar testes clínicos em seres humanos este ano.

A tecnologia de vacinas SynCon da Inovio “se mostrou promissora como prevenção e tratamento” para infecções virais pela zika, disse o chefe-executivo da empresa, Joseph Kim.

Testes em camundongos mostraram resultados positivos no desenvolvimento de anticorpos e células-T “assassinas” para combater o vírus da zika.

“Vamos agora testar a vacina em primatas não-humanos e iniciar a fabricação do produto clínico”, disse Kim. “Pretendemos iniciar a fase I de testes em humanos de nossa vacina contra a zika antes do final de 2016.”

Cerca de 15 empresas farmacêuticas estão trabalhando no desenvolvimento de vacinas para o vírus que pegou o mundo de surpresa e tem sido associado a casos de microcefalia, uma má-formação congênita que acarreta em recém-nascidos com uma caixa craniana pequena e danos cerebrais, e à síndrome de Guillain-Barré, uma desordem do sistema imune.

A Inovio, com sede em Plymouth Meeting, Pensilvânia, disse nesta quarta-feira que pediria às autoridades reguladoras americanas para acelerar o processo de aprovação da vacina com o objetivo de comercializar o medicamento o mais rápido possível.

Marie-Paule Kieny, da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse em 12 de fevereiro que havia apenas duas vacinas aparentemente promissoras contra a zika: uma desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e outra pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

No entanto, testes em larga escala dessas vacinas ainda estão pelo menos a 18 meses de distância, disse Kieny.

O vírus da zika, que é transmitido principalmente por mosquitos, espalhou-se rapidamente pela América Latina e pelo Caribe, com vários governos nas áreas mais afetadas incitando as mulheres a adiar a gravidez por enquanto.

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