Obra da Linha 4-Amarela deve ser retomada a partir de abril

A obra prevê término das Estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia

São Paulo – O Metrô retoma nesta terça-feira, 24, a licitação das obras para conclusão da Linha 4-Amarela, paralisadas desde junho.

Um aviso publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 24, convoca empresas para retirar o edital da concorrência para o término das Estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, além de uma extensão do pátio de manobras do ramal.

Segundo o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, “a previsão é de que a licitação termine entre 120 e 180 dias”, fazendo com que as obras voltem, de fato, a partir de abril do ano que vem.

“Após ser retomada, a Estação Higienópolis-Mackenzie deve ficar pronta em 12 meses”, disse. “A Oscar Freire, em 15 meses. Já a Estação São Paulo-Morumbi termina em 18 meses. E a Vila Sônia, em 36 meses. Mas vamos trabalhar muito para antecipar esse prazo”, prometeu.

A liberação para a retomada da obra vem após o Banco Mundial, órgão financiador da empreitada, emitir a chamada “não objeção” – um atestado de que o projeto elaborado pela companhia tem condições de seguir.

O Estado só podia partir para a contratação de empreiteiras depois de receber essa sinalização do banco.

Segundo Pelissioni, a nova licitação está estimada em R$ 1,3 bilhão. O dinheiro vem de um financiamento que a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) já obteve no Banco Mundial. “Todo o dinheiro da obra vem de financiamento, não precisamos usar recursos do Tesouro”, completou o secretário.

Parte do recurso financiado pelo banco vem de uma linha de crédito que o Estado já tinha, e não chegou a usar, para a construção da Linha 5-Lilás, da zona sul, que foi transferido para a Linha 4-Amarela.

O governo teve de obter da Assembleia Legislativa autorização para usar a verba de uma linha em outra.

As obras estavam paralisadas depois de uma ruptura entre o governo do Estado e o consórcio formado pelas empresas Isolux, Corsán e Corvian, após as obras seguirem por ritmo lento desde o segundo semestre do ano passado.

Cisão

A empresa criticou a “falta de gestão” por parte do Estado para a obra. Já o governo avaliou que o consórcio não conseguia cumprir os prazos. As multas dessa ruptura ainda estão sendo discutidas.

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