Lula x Moro; polícia no Congresso…

Moro x Lula: III

Depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedir para que fossem ouvidas 87 testemunhas de defesa em um dos processos que responde na Lava-Jato e de o juiz Sergio Moro ordenar que Lula estivesse presente em todas as oitivas, a defesa do ex-presidente reagiu. Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, considerou a exigência “mais uma arbitrariedade” de Moro contra seu cliente. Segundo o advogado, Moro pretende, “claramente”, desqualificar a defesa e manter Lula em cidade diversa da qual ele reside para “atrapalhar” suas atividades políticas, “deixando, mais uma vez, evidente” que o processo virou uma guerra jurídica, em que o juiz não quer ver seu ponto de vista derrotado.

A carta papal

Em carta ao presidente Michel Temer, o papa Francisco recusou um convite para visitar o Brasil e cobrou que o mandatário evite medidas que agravem a situação da população carente no país. A correspondência foi uma resposta a outra enviada por Temer no fim de 2016 na qual o líder da Igreja Católica era convidado formalmente para as celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, comemorados em 2017. “Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo, porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres”, escreveu o pontífice. O motivo da recusa, ainda de acordo com o papa, foi sua agenda, que já está fechada para novos compromissos.

Palocci negocia delação

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci deu início às negociações para sua delação premiada. Há cerca de duas semanas, ele teve uma reunião com a força-tarefa da Operação Lava-Jato na Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde setembro de 2016. As informações são da edição desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo. Pessoas ligadas a Palocci dizem que os principais temas que o político pretende tratar envolvem corrupção de empresas do sistema financeiro, como bancos, além de conglomerados que não integram grupos de empreiteiras. Na lista também há fatos ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — de quem ele defendeu interesses econômicos — e às campanhas do Partido dos Trabalhadores.

Obstruiu a Justiça

Em um dos depoimentos de Marcelo Odebrecht na delação premiada da companhia que leva seu sobrenome, o executivo disse que orientou subordinados a destruir provas que poderiam ser úteis à Operação Lava-Jato. A ordem configura crime de obstrução de Justiça. “Quando iniciou a operação, foi deflagrada em novembro de 2014, e teve busca e apreensão em Márcio e Rogério [executivos da empresa], eu alertei eles”, disse. “Vocês não vão ter nada em seus computadores coisas que vão comprometer a empresa, tá?” Mais tarde, Marcelo disse que foi orientado pelos advogados a não tentar destruir provas, porque, além de ser uma medida inócua, visto que eram materiais facilmente recuperáveis, ele poderia responder judicialmente por isso.

Resistir é a palavra

No café da manhã que ofereceu a deputados da base aliada na manhã desta terça-feira, o presidente Michel Temer disse que é preciso “resistir” ao “problema sério” que o país atravessa, referindo-se indiretamente à Operação Lava-Jato. Com oito ministros citados na delação da Odebrecht, o presidente disse que, pessoalmente, resiste “o quanto pode” aos desdobramentos da crise política no país. “Há um problema sério no país, vocês sabem disso, as questões as mais variadas, que muitas e muitas vezes visam, digamos assim, desprestigiar a classe política, e nós todos precisamos resistir. Eu tenho resistido o quanto posso, dou entrevistas, falo, para dizer aquilo que o Brasil precisa. Não se pode ter a ideia de que porque aconteceu isto ou aquilo o Brasil vai parar”, disse Temer.

Houve caixa dois

A marqueteira Mônica Moura, mulher do também marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas eleitorais da ex-presidente Dilma Rousseff, confirmou em depoimento prestado ao juiz Sergio Moro que houve caixa dois nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Segundo ela, em 2010 o caixa paralelo foi mantido pelo próprio PT e pela Odebrecht, enquanto em 2014 ficou totalmente com a Odebrecht. Os dois marqueteiros são responsáveis pelas campanhas presidenciais do PT desde a reeleição de Lula em 2006. A informação é da jornalista Andreia Sadi, da GloboNews.

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