Maggi demite; PF defende operação…

Intervenção estadual

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) exonerou os superintendentes da pasta no Paraná e em Goiás, dois dos estados onde foi deflagrada na última sexta-feira a Operação Carne Fraca. A investigação da Polícia Federal apura um esquema de corrupção envolvendo fiscais do ministério e empresas do setor agropecuário. A ordem partiu diretamente do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ele disse que vai levar servidores de outros estados para cuidar da situação nos locais afetados pela operação e que eles não terão nenhuma vinculação política. Gil Bueno, que comandava os trabalhos da pasta no Paraná, e Julio Cesar Carneiro, em Goiás, foram indicados, respectivamente, por PP e PTB.

Agentes criticam delegado

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens, criticou a atuação do delegado federal Maurício Moscardi Grillo, coordenador da Operação Carne Fraca. Boudens disse que Moscardi “não tem a menor condição” de conduzir uma operação do tamanho da Carne Fraca, principalmente por sua falta de experiência. O delegado entrou para a PF em 2006 e, para Boudens, parte do abalo econômico “desnecessário” causado pela operação deveu-se à atuação de Moscardi. O delegado havia se notabilizado em 2016 ao dizer que o “tempo para prender” o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tinha passado.

PF defende investigação

A Polícia Federal defendeu a postura tomada pela instituição durante a Carne Fraca. Os investigadores foram criticados depois que diversas fontes apontaram inconsistências nas provas divulgadas. O próprio governo avaliou como espalhafatosa a atitude da PF e que isso havia influenciado negativamente o mercado da carne sem necessidade. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que houve erros técnicos na avaliação dos policiais. Membros da equipe que tocou a operação, no entanto, defendem que ainda existem muitas provas em segredo de Justiça e que, com certeza, a operação terá desdobramentos.

Cármen quer dar aula

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, disse nesta segunda-feira, num evento em Belo Horizonte, que quer conciliar seu atual cargo com a atividade de professora. A ministra é docente afastada da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Ela já havia combinado com o reitor da instituição, Dom Joaquim Mol, que voltaria ao local quando se aposentasse do Supremo, mas disse, durante a cerimônia, que poderia adiantar esse prazo. A ministra também criticou a lentidão da Justiça ao afirmar que não há juízes suficientes para os 204 milhões de brasileiros. “[A Justiça] deveria estar em compasso com a sociedade, mas não está”, disse.

Reforma trabalhista antes

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira que a reforma trabalhista deve ser votada e aprovada na Casa antes da proposta de emenda constitucional para mudança nas regras da Previdência. Ele diz esperar que a votação ocorra até o final de abril. A previsão de Maia é que a reforma da Previdência também saia entre o final de abril e o começo de maio. No entanto, dificilmente o governo vai conseguir emplacar dois projetos de tamanho impacto durante um espaço de tempo tão curto.

Crivella com tumor

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB-RJ), foi diagnosticado com tumor na próstata após a realização de exames na semana passada. Segundo o laudo, o tumor é pequeno. Em nota, o prefeito informou que há diversas opções de tratamento, “não necessariamente cirúrgico”. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, Crivella está em perfeita saúde e segue trabalhando normalmente.

Adriana Ancelmo no presídio

O desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, revogou a prisão domiciliar da ex-primeira-dama do estado, Adriana Ancelmo. Mulher do ex-governador Sergio Cabral, também preso, Ancelmo deve permanecer em Bangu 8, de onde nem chegou a sair. A decisão em primeira instância havia sido tomada pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava-Jato no Rio. Ancelmo deveria ficar em uma casa que não tivesse acesso à internet ou a telefones e a mudança só aconteceria depois que o imóvel atendesse aos requisitos, mas não houve tempo para preparar a residência para isso antes da revogação.

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