Movimentos pró-impeachment prometem novas manifestações

Segundo Carla Zambelli, líder do movimento nas Ruas, manifestantes pretendem se reunir todos os dias, a partir do domingo, às 19h, na Avenida Paulista

São Paulo – Movimentos que pressionam pela abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff prometem fazer novas manifestações de rua a partir deste domingo, 18.

Segundo Carla Zambelli, líder do movimento nas Ruas e porta-voz de 43 movimentos, manifestantes pretendem se reunir todos os dias, a partir do domingo, às 19h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista.

“A gente tem expectativa que o movimento não vá ser grande no começo, mas a ideia é que ele vá crescendo”, disse.

Segundo Carla, a ideia é usar faixas, megafones e fazer panfletagem nos semáforos. “Pressionar pelo impeachment vai ser nossa pauta principal, não devemos nesse momento focar em um discurso de ‘Fora Cunha'”, explicou.

“As pessoas deveriam se perguntar por que se fala tanto em Eduardo Cunha, se a lista do (procurador-geral, Rodrigo) Janot tinha outros 46 nomes”, afirmou em referência a outros políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Apesar de sua fala, Carla destacou que não está defendendo Cunha, apenas fazendo uma constatação. “Seria bom que tivéssemos um presidente da Câmara que tivesse colhão para colocar em votação o impeachment. Se Cunha não tiver a disposição política, nós vamos atacar”, prometeu.

Carla acompanhou a ida dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal para protocolar um novo pedido de impeachment em um cartório na capital paulista. Assim como ela, outros manifestantes acompanharam o procedimento, entre eles Rogério Chequer, do Vem Pra Rua, Marcello Reis, do Revoltados Online, e Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre.

Reis disse aos jornalistas que os movimentos – à exceção do Vem Pra Rua – também planejam acampar no Congresso Nacional a partir da semana que vem, para pressionar pela aceitação do pedido dos juristas – que agora inclui a denúncia de que as pedaladas fiscais continuaram em 2015.

Reis e Kataguiri evitaram um discurso de defesa de Cunha, o segundo disse inclusive que seu movimento adotou a bandeira do “Fora Cunha”, mas alegam que querem manter o foco no impeachment de Dilma.

“Acho pouco provável qualquer acordo que consiga salvar o Cunha a essa altura. Seria suicídio político para os parlamentares do PT defender o mandato dele”, disse Kataguiri, que também prometeu pressão pelo novo pedido feito pelos juristas. “O importante é que todo político é suscetível a pressão”, afirmou.

“Ele (Eduardo Cunha) não vai negociar, nós vamos pressioná-lo. É melhor que ele dê entrada no impeachment”, disse Reis.

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