Nordeste é região que mais rejeita refugiados, diz pesquisa

O resto do Brasil, em contrapartida, é favorável à presença de imigrantes segundo levantamento feito pela Hello Research. Veja mais detalhes nos gráficos.

São Paulo – A crise imigratória, que tem abalado a União Europeia nos últimos meses, coloca em pauta o fluxo de refugiados que batem à porta de outros países.

Segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), cerca de 60 milhões de pessoas deixam seu país de origem em prol da sobrevivência.

Diferente da Hungria, por exemplo, que chegou a fechar sua fronteira com a Sérvia e com a Croácia, os brasileiros parecem não se importar em receber pessoas que buscam asilo.

Segundo pesquisa realizada pela agência especializada em pesquisa de mercado Hello Research, mais da metade da população brasileira (55%) é favorável à vinda de refugiados ao país.

O levantamento, que ouviu mais de 2 mil pessoas entre 16 e 70 anos por todo o país, reitera a aprovação dos brasileiros com a abertura do governo federal em promover um plano de residência permanente para os mais de 40 mil imigrantes haitianos – refugiados no Brasil desde 2011.

Ainda assim, quase 40% dos brasileiros acreditam que os refugiados atrapalham o crescimento econômico e fazem aumentar a quantidade de pobres.

A maior parte está no Nordeste, onde 48% rejeita a presença de refugiados no país. Em contrapartida, a região Sul é a que mais apoia o acolhimentos dos estrangeiros em busca de asilo.

Quando o assunto é trabalho, também existe preconceito. Para 38% dos que foram ouvidos pela agência, os refugiados são uma ameaça, já que ocupam as vagas que poderiam ser só dos brasileiros. 

Veja, no gráfico abaixo, a diferença de opinião por região do país.

refugiados

 

 

 

Um panorama completo da presença dos refugiados no Brasil, você vê abaixo.

*Não foram incluídas as informações relativas aos haitianos, já que as solicitações de refúgio são encaminhadas ao Conselho Nacional de Imigração – conforme resolução CNIG nº 08/2006 e Resolução normativa CNIG nº 27/1998.

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