O que você precisa saber sobre o Brasil de hoje para o Enem

A menos de uma semana para as provas, veja os principais acontecimentos que podem ser abordados na prova

São Paulo – Daqui a menos de uma semana, 7,8 milhões de estudantes brasileiros devem prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – porta de entrada para algumas universidades públicas e requisito para a obtenção de bolsas de programas como o ProUni.

Nesta reta final, é comum que o candidato tire um tempinho para revisar o que já foi estudado durante o ano e se atualizar. Para facilitar um pouco a tarefa, EXAME.com consultou um time de professores que indicaram sete aspectos do Brasil de hoje que podem ser abordados tanto nas questões objetivas como na redação. Veja quais foram as apostas.

Crise da água

Desde o ano passado, as grandes metrópoles do Sudeste convivem com o medo das torneiras secarem

Em São Paulo, a diminuição drástica do volume dos sistemas de abastecimento como o Cantareira fez com que parte da população sofresse com a redução da pressão de água e cortes no abastecimento.

A crise também afetou indústrias e comércio, que precisaram diminuir o ritmo da produção

Para os professores consultados, o tema poderá aparecer na prova objetiva, com questões relacionadas ao meio ambiente, mas, também, ao desperdício e à responsabilidade do poder público de administrar o recurso. 

“Apesar da questão ser mais ligada ao centro-sul do país, o tema é de interesse nacional e foi muito repercutido”, diz Rui Calaresi, professor de Geografia do Cursinho da Poli. 

(Nelson Almeida/AFP)

PEC das Domésticas

Em junho deste ano, Dilma Rousseff sancionou o texto que regulamenta a chamada PEC das Domésticas. 

A PEC entrou em vigor em 2013, mas alguns temas ainda precisavam ser regulamentados. Dois anos depois, as regras saíram do papel e trouxeram mudanças importantes para quem emprega e para quem trabalha na área.

Como o tema gerou muitas discussões na época, a aposta dos professores é que ele apareça no Enem deste ano – inclusive, como tema da redação. 

Violência contra mulher

A sanção da lei que classifica o feminicídio como crime hediondo é outro tema que deve ser abordado nas provas do Enem. Desde março deste ano, o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou discriminação de gênero.

O texto prevê o aumento da pena quando o crime for cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima, se for contra menores de 14 anos ou maiores de 60 e se acontecer durante a gestação. 

A proposta foi aplaudida pela Organização das Nações Unidas, que a caracterizou como “um avanço político, legislativo e social”. 

(Fernando Frazão/Agência Brasil)


Ética e corrupção

Para os professores consultados, é pouco provável que apareça na prova questões ligadas às recentes investigações de corrupção no Brasil, como as da Operação Lava Jato

Isso, no entanto, não impede que a ética de governantes e dirigentes seja abordada nas questões, sugere João Puglisi, gerente editorial do Sistema de Ensino Poliedro.

Maioridade penal

Outro tema que gerou polêmica neste ano foi a proposta de redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue, agora, para o Senado. 

Segundo uma pesquisa feita pelo Datafolha, 87% dos brasileiros dizem ser favoráveis à redução da maioridade penal. 

A questão, no entanto, é complexa e, por isso, é apontada como um provável tema da redação.

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Mobilidade Urbana

A vida nas cidades é tema recorrente no Enem. Neste ano, podem ser abordadas questões ligadas à mobilidade urbana, como a construção de ciclofaixas e, até mesmo, o Uber

“A questão da especulação imobiliária e a periferização das cidades também podem inspirar questões”, diz Hugo Anselmo, professor de Geografia do Anglo Vestibulares. 

(Cecilia Bastos/Jornal da USP)

Conceito de família e discussão de gênero

Há uma definição correta de família? Em fevereiro deste ano o tema ganhou destaque depois que uma enquete que questionava justamente isso foi colocada no site da Câmara dos Deputados. 

A ideia era medir a aprovação do projeto de Lei 6583/13, do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), que coloca família como o núcleo formado pela união de um homem e de uma mulher.

Recentemente, a Comissão Especial que avalia o projeto de Lei aprovou a mesma definição, excluindo do texto os casais homoafetivos. A decisão gerou polêmica e muitas discussões, mas segue para votação na Câmara. 

(Luis Acosta/AFP)

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