O terreno do ministro; Justiça X Trump…

O terreno do ministro

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), comprou em 2014 metade de um terreno de 56 milhões de reais mesmo tendo apenas 1,8 milhão de reais em bens declarados, informa o jornal Folha de S.Paulo. Na época, Barros era secretário da Indústria e Comércio do Paraná. Em 2015, já deputado federal, ele apoiou a liberação de 450 milhões de reais para construir uma rodovia que passa a 3 quilômetros do terreno. Barros afirmou ao jornal que obteve empréstimos de 13 milhões de reais da empresa Paysage, parte no negócio, e que a ideia da obra apareceu três anos antes da compra do terreno.

Justiça vs. Trump

A justiça americana manteve nesta quinta-feira a suspensão do decreto de Donald Trump que veta a entrada nos Estados Unidos de refugiados e de cidadãos de sete países com população de maioria muçulmana. Trump afirmou que vai recorrer à Suprema Corte, e publicou no Twitter que “a segurança da nação está em risco”. É a maior derrota do governo desde que assumiu, em 20 de janeiro.

Pezão na parede

Segundo relatório da Polícia Federal, o nome do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), aparece em anotações de Luiz Carlos Bezerra, apontado como um dos operadores do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). A informação é do jornal O Globo. As notas foram apreendidas nas diligências de busca e apreensão da Operação Calicute na casa de Bezerra e trazem indícios de dois repasses de propina ao peemedebista, um de 50.000 e outro de 140.000 reais. As pistas foram anexadas ao documento enviado à 7a Vara Federal Criminal do Rio, de onde serão encaminhadas ao Superior Tribunal de Justiça, pois Pezão tem foro privilegiado. Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio aprovou a cassação da chapa Pezão-Dornelles por produção de material de campanha superfaturado na campanha de 2014.

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Mais denúncias contra Maia

Atual presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) apresentou em julho de 2014 uma emenda que beneficiava aeroportos concedidos às privatizações, incluindo a OAS. A denúncia do jornal Folha de S. Paulo vem logo depois de a Polícia Federal apontar pedido de propina e doações eleitorais à empreiteira em troca de favores no Congresso. Então chefiada por Léo Pinheiro, a empresa faz parte do consórcio Invepar, que opera o Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do Brasil. A emenda previa condições para “desenvolvimento da aviação regional”, mas acabou rejeitada. O presidente da Câmara afirma que as denúncias contra ele são “absurdas”.

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Caos no Espírito Santo

Continua o pânico pela falta de policiamento no Espírito Santo. Prestes a completar uma semana de greve da Polícia Militar, o número de mortos no estado já passa de 100. O governo Temer anunciou o envio de mais 550 homens para reforço das Forças Armadas e outros 100 para a Força Nacional ao contingente de 1.200 agentes que fazem o policiamento. Mais uma vez, houve paralisação do sistema de transportes e de escolas em toda a Grande Vitória. Com a morte de um oficial, a Polícia Civil também entrou em greve ontem. O governador Paulo Hartung não se posicionou desde a coletiva nesta quarta-feira. “É um caminho errado que rasga a Constituição, é uma chantagem”, disse sobre a greve.

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Depoimento de FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento nesta quinta-feira ao juiz federal Sergio Moro como parte das investigações da Operação Lava-Jato. FHC falou como testemunha de defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto. Entre outras perguntas, o tucano foi questionado sobre a formação de base eleitoral no Congresso durante seu governo, como procedia diante de suspeitas de corrupção, sua relação com Nestor Cerveró e como geria o acervo que acumulou na Presidência. Fernando Henrique disse que usou a participação do PMDB para montar maioria e aprovar reformas no Congresso, mas que desconhecia Cerveró e suas ações e relações. “O presidente da República não pode saber o que está acontecendo no conjunto de pessoas”, disse. Sobre os presentes, afirma ter dado destino para boa parte através de doações a instituições parceiras, como empreiteiras e bancos, formalizadas por contratos. “Nada, nada por fora, zero, não existe tal hipótese.”

Unidos contra a Odebrecht

O procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, virá a Brasília no dia 16 de fevereiro para discutir o caso de pagamento de propina da empreiteira Odebrecht na Colômbia. Na visita, Martínez se reunirá com o procurador-geral do Brasil, Rodrigo Janot. Nesta quinta-feira, o empresário colombiano Andrés Giraldo negou ter repassado 1 milhão de dólares em propina ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos — acusado de ter recebido dinheiro num esquema que garantia que a Odebrecht vencesse licitações. O escândalo da empreiteira na Colômbia também envolve o candidato da oposição, Óscar Iván Zuluaga, apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe nas eleições de 2014. Procuradores dos Estados Unidos acusam a Odebrecht de ter pago centenas de milhões de dólares em propina para financiar projetos políticos em 12 países.

Conflito de interesses

Em uma entrevista à rede de TV Fox News, uma assessora de Donald Trump, Kellyanne Conway, convocou as pessoas a comprar produtos da marca de Ivanka Trump, filha do presidente americano. “Vão e comprem os produtos da Ivanka”, disse, após algumas lojas pararem de comercializar os produtos da marca por causa da campanha #GrabYourWallet (“Pegue sua carteira”, em inglês), que circulou nas redes sociais pressionando os consumidores a boicotar marcas e lojas associadas à família Trump. Na quarta-feira 8, Trump também foi ao Twitter defender a filha, citando nominalmente a rede varejista Nordstrom. “Minha filha foi tratada de forma tão injusta pela Nordstrom!”, escreveu ele. As ações da Nordstrom caíram 0,7% após a postagem.

Twitter em queda livre

Apesar de ter o amor de Donald Trump, a rede social Twitter continua com um ponto de interrogação no horizonte: as ações caíram mais de 12% nesta quinta-feira depois de a empresa apresentar o menor faturamento trimestral desde que abriu o capital na bolsa, em 2013. O faturamento cresceu apenas 1% no quarto trimestre do ano passado, fechando em 717,2 milhões de dólares, bem abaixo dos 740 milhões previstos. A companhia segue apresentando prejuízo, desta vez de 167,1 milhões de dólares, quase o dobro dos 90,24 milhões registrados no mesmo período de 2015. O principal problema do Twitter é a quase estagnação no número de usuários, que aumentou apenas 4%, chegando a 319 milhões — isso afasta os anunciantes, que preferem investir em concorrentes como Facebook e Instagram.

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