OAB decide apoiar impeachment de Dilma Rousseff

O apoio ao processo de impeachment da presidente foi aprovado por 26 dos 28 membros do Conselho Federal da OAB

Brasília, 18 mar (EFE).- O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou na noite desta sexta-feira sua decisão de apoiar a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por considerar que há indícios das irregularidades das quais o governo vem sendo acusado.

O apoio ao processo de impeachment da presidente foi aprovado por 26 dos 28 membros do Conselho Federal da OAB em uma votação nesta sexta-feira em Brasília.

Os únicos votos em favor de Dilma foram o do representante do estado do Pará, Alberto Campos, e o do ex-presidente da OAB Marcelo Lavenère, que é membro vitalício do Conselho.

O Conselho da OAB ainda terá que se reunir nos próximos dias para decidir se oferece seu apoio técnico ao pedido de impeachment que já tramita na Câmara dos Deputados, ou se apresentará uma nova solicitação.

“Este não é um momento de alegria. Nós gostaríamos de estar aqui para comemorar o sucesso de um governo. Por isso, quero que fique claro que não estamos aqui para comemorar”, afirmou o presidente da OAB, Claudio Lamachia, em declarações aos jornalistas após a votação.

Segundo Lamachia, os conselheiros da OAB concluíram que existem elementos jurídicos que justificam o processo de impeachment.

“A OAB não tomou uma decisão com base apenas em notícias de revistas e jornais, tomou a decisão com base em elementos técnicos, com base em provas que foram coletadas e que nos levaram a esta conclusão neste momento”, afirmou o presidente da entidade.

Lamachia disse que espera que a crise política no país se resolva com rapidez, já que os advogados estão preocupados com as cada vez mais frequentes manifestações de partidários e opositores do governo nas ruas e com a possibilidade de que se produzam enfrentamentos.

A decisão da OAB vem um dia depois que a Câmara dos Deputados retomou os trâmites para o impeachment da presidente Dilma, com a escolha de uma comissão especial de 65 deputados que determinará se existem méritos jurídicos para a abertura do processo. EFE

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