Oposição alcança votos para aprovar impeachment na Câmara

Segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, deputados favoráveis ao impeachment já somam 342, número necessário para dar andamento ao processo

São Paulo – O Placar do Impeachment do jornal O Estado de S. Paulo alcançou na noite desta quinta-feira, 14, o mínimo necessário, de 342 votos, para o plenário da Câmara aprovar a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

O número foi atingido com o voto anunciado pelo deputado federal Altineu Côrtes (PMDB-RJ). “Li o pedido, a defesa, o relatório e ouvi os meus eleitores. Eles, eleitores, são os responsáveis pelo meu mandato, voto com a consciência tranquila”, afirmou.

O levantamento contabilizava ontem 128 votos contrários ao impeachment. Havia ainda 15 parlamentares indecisos e 28 não quiseram responder.

Também na noite de ontem, o peemedebista Sergio Souza afirmou estar inclinado a votar pelo afastamento de Dilma. “Há 80% de chances de eu votar a favor.” A assessoria do parlamentar informou que o comunicado oficial está programado para as 10h30 de hoje.

A votação no plenário da Câmara ocorrerá no domingo, conforme previsão da Câmara.

O presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou que primeiramente devem anunciar os votos de Estados da Região Norte, com alternância entre parlamentares de Estados do Sul.

A decisão de Cunha foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal ontem mesmo, em nova derrota do Planalto. Em anúncio programado para ocorrer hoje, o PP deve comunicar que serão punidos os parlamentares que não seguirem a orientação do partido pelo voto favorável ao afastamento de Dilma Rousseff.

A legenda desembarcou do governo na terça-feira passada. Desde então, segundo o Placar do Impeachment, sete deputados da sigla passaram a se posicionar a favor do impeachment – e contra a petista.

Porém, ainda restavam três indecisos ontem e cinco não quiseram responder. Quatro parlamentares do PP eram contra a saída de Dilma. O PMDB fechou questão pelo impeachment, mas não vai punir os “rebeldes”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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