Pezão nega tratamento privilegiado a André Esteves na prisão

O governo informou que a autorização não teve que ser usada porque ela obteve a carteirinha necessária aos parentes dos presos

Rio – O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), rechaçou a hipótese de a mulher do sócio do BTG Pactual, André Esteves, preso no Rio desde quinta-feira, 26, ter recebido tratamento privilegiado da Secretaria de Administração Penitenciária.

A visita da mulher de Esteves, Lilian, ao marido, que está preso em Bangu 8, gerou polêmica porque ela teria recebido uma autorização especial depois de audiência com o secretário estadual de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho.

O governo informou que a autorização não teve que ser usada porque ela obteve a carteirinha necessária aos parentes dos presos.

Questionado se houve favorecimento pelo tempo recorde de emissão do documento, Pezão não respondeu. “(a Secretaria) Dá para todos.

Para todos que nos procuram a carteirinha é emitida”, disse apenas. Quando perguntado se as famílias de todos os presos recebem a permissão “imediatamente”, Pezão encerrou a entrevista, entrando num elevador.

Lilian esteve em Bangu 8, no sábado, 28. Segundo informações do jornal O Dia, ela não precisou caminhar os 800 metros que separam a cancela do Complexo de Gericinó e a entrada de Bangu 8, como as outras mulheres de preso fazem, carregando sacolas de supermercado.

Ela percorreu o trajeto de carro. Ainda de acordo com o jornal, ela levou para o marido um prato de bacalhau do restaurante Antiquarius, um dos mais refinados do Rio, além de pães, pastas e frios.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária também negou que Esteves tenha sido privilegiado. Lilian teria “cumprido todos os ritos rotineiros da secretaria” em audiência com o secretário e foi encaminhada ao setor responsável pela confecção do documento.

“Tal procedimento é franqueado a todo cidadão que solicite audiência ou compareça ao gabinete do Secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel PM Erir Ribeiro Costa Filho, mediante documentação exigida”, diz o texto.

Não há restrição sobre o tipo de alimento que pode ser entregue ao preso, desde que as refeições estejam em embalagens transparentes e acomodadas em duas bolsas.

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