PM prende professor e jornalista em protesto pela educação

A Umes, organizadora do ato, estimou que cerca de mil alunos de 36 escolas estaduais da capital tenham participado do ato

São Paulo – Um protesto de estudantes e professores contrários à reestruturação da rede estadual de ensino bloqueou todas as faixas da Avenida Paulista, na região central de São Paulo, no sentido da Rua da Consolação, na manhã desta sexta-feira, 9, e seguiu em duas direções diferentes. Dois homens foram detidos durante a manifestação e liberados mais tarde.

Depois de uma discussão entre dois grupos que participavam do protesto – a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes) e a juventude do PSOL -, os alunos se dividiram: parte se dirigiu à Praça Roosevelt e outra, para a Rua da Consolação, em direção à sede da Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República.

A Polícia Militar não divulgou o número de pessoas que participaram do ato. Já a Umes, organizadora do ato, estimou que cerca de mil alunos de 36 escolas estaduais da capital tenham participado do ato.

Um professor de 30 anos e um homem que se identificou como “jornalista independente” foram detidos por desacato e levados ao 78º Distrito Policial (Jardins), onde assinaram um termo circunstanciado para em seguida serem liberados.

“Somos contrário a essa medida do governo Geraldo Alckmin porque não vai reorganizar nada, só bagunçar”, disse o representante da Umes Marcos Kauê de Queiroz, de 22 anos.

“Não dá para melhorar a educação fechando escolas. Se eles realmente querem mudança, deveriam começar diminuindo o número de alunos por sala, que estão lotadas, e aumentando a quantidade de laboratórios.”

A maior parte dos manifestantes se dispersou por volta das 11h30. De acordo com a PM, policiais da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) e da Força Tática acompanharam a manifestação.

Reorganização

Os estudantes criticam a proposta do governo de Alckmin de reorganizar as escolas da rede de modo que um colégio tenha apenas um ciclo do ensino – ou fundamental ou médio.

Segundo a Apeoesp, principal sindicato dos professores do Estado, a medida deve causar o fechamento de escolas.

Em nota, a Secretaria de Educação disse que o estudo que definirá as escolas para o processo de reorganização ainda não foi finalizado e que nem todas as unidades passarão pelo processo, assim algumas unidades ainda irão funcionar com mais de um ciclo, segundo as necessidades de cada região.

Ainda segundo a secretaria, o plano tem como objetivo “uma educação focada na faixa etária do aluno” e que vai respeitar o módulo com o número máximo de alunos por sala para cada ciclo e que todos os alunos serão transferidos para escolas distantes em até 1,5 quilômetro da unidade em que estuda atualmente.

“No dia 14 de novembro que será realizado o ‘Dia E’, um megaencontro entre as escolas, pais e responsáveis da rede estadual de ensino, justamente para explicar o novo processo de reorganização. A data será uma boa oportunidade para tirar dúvidas, entender como serão feitas as transferências e quais escolas receberão alunos. A ação acontecerá de forma simultânea em todo o Estado”, disse a secretaria.

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