Por Jogos, Rio faz plano para recuperar Baía de Guanabara

Embora tenha mencionado que os níveis de despoluição da Baía tenham passado de 17% para 49% nos últimos anos, o governador se esquivou de citar novas metas

Rio – A exatos um ano e dois dias do início dos Jogos Olímpicos de 2016, o governo do Rio de Janeiro anunciou um novo planejamento de ações de recuperação da Baía de Guanabara com metas até 2025.

Em cerimônia no Palácio Guanabara, nesta segunda-feira, o governador Luiz Fernando Pezão assinou um acordo de cooperação com sete universidades e três centros de pesquisa do Rio para realização de diagnósticos sobre as atuais condições ambientais e socioeconômicas da bacia hidrográfica e zona costeira adjacente à Baía de Guanabara.

“Nós não podemos errar de novo. Essa parceria com as universidades vai nos auxiliar muito, principalmente a errar menos”, afirmou Pezão.

Embora tenha mencionado que os níveis de despoluição da Baía tenham passado de 17% para 49% nos últimos anos, o governador se esquivou de citar novas metas. “Só vou saber em quantos anos a Baía será totalmente despoluída quando todos os investimentos em obras forem concluídos”, disse Pezão.

Fazem parte do acordo a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio), Universidade Federal Fluminense (UFF), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (da Marinha).

Representante dos membros acadêmicos do acordo, o professor Rogério Valle, coordenador do Laboratório de Sistemas Avançados de Gestão de Produção (Coppe/UFRJ) afirmou que até o fim do ano será entregue ao governo um plano com um conjunto de obras a serem executadas.

As universidades também ficarão responsáveis por monitorar a qualidade das águas da Baía de Guanabara e auditar os resultados obtidos pelas ações de despoluição.

“Criou-se uma imagem de que a Baía de Guanabara está inapelavelmente condenada, arrasada, que não há mais nada a fazer. Há muitos problemas, mas ainda há vida na Baía de Guanabara”, disse.

Valle criticou indiretamente a pesquisa encomendada pela agência de notícias Associated Press (AP) sobre a poluição das águas da Baía de Guanabara, da Lagoa Rodrigo de Freitas e da Praia de Copacabana.

O resultado da análise encomenda pela AP gerou repercussão internacional na semana passada, causando preocupação em federações de diversas modalidades esportivas.

“Há conhecimento suficiente para transformar a situação da Baía de Guanabara dentro do nosso estado. Não há necessidade de se buscar informação, tecnologia, conhecimento em outras latitudes”, disse o professor.

A pesquisa divulgada no último dia 30 apontou para a presença de “níveis perigosamente altos de vírus e bactérias de esgoto humano em locais de competições” dos Jogos do Rio.

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