Presos em SP na nova etapa da Lava Jato seguem para Curitiba

Os mandados de prisão preventiva e temporária, além de condução coercitiva, foram cumpridos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro

São Paulo – Seis investigados na 17ª etapa da Operação Lava Jato, que foram presos hoje (3), em São Paulo, estão em deslocamento para a sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

De acordo com a superintendência do órgão na capital paulista, entre eles está Luiz Eduardo, irmão de José Dirceu, que foi preso em Ribeirão Preto.

Ele é apontado pela PF como laranja do ex-ministro, e responsável por receber recursos de empreiteiras com contratos com a Petrobras, mesmo depois de iniciada a Operação Lava Jato. O nome dos demais não foi informado.

Esta fase da Operação Lava Jato foi denominada Pixuleco, em alusão ao termo utilizado pelos acusados para denominar a propina recebida em contratos.

Os mandados de prisão preventiva e temporária, além de condução coercitiva, foram cumpridos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

A atual etapa da operação cumpre medidas cautelares em relação a pagadores e recebedores de vantagens indevidas. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Entre os presos preventivamente hoje (3), está o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que foi levado para a sede da Polícia Federal em Brasília.

O juiz federal Sérgio Moro pediu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para transferir Dirceu para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde estão presos outros investigados na Operação Lava Jato.

A autorização é necessária, porque Dirceu cumpre pena em regime aberto por ter sido condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

A defesa de José Dirceu informou que irá se manifestar após ter acesso aos documentos que motivaram a prisão.

Nas últimas semanas, Dirceu apresentou pedidos de habeas corpus preventivo para evitar uma prisão, mas os pedidos foram negados pela Justiça Federal.

Na ocasião, o advogado Roberto Podval argumentou que a eventual prisão do ex-ministro não se justificava, pois ele está colaborando com as investigações desde o momento em que passou a ser investigado na Lava Jato, alegando que José Dirceu é alvo de uma “sanha persecutória”.

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