Programa de banda larga é prioridade, diz novo ministro

Ex-líder do PDT na Câmara, o novo ministro tem o desafio de levantar recursos para o Programa Banda Larga para Todos, prometido pela presidente Dilma Rousseff

Brasília – O novo ministro das Comunicações, André Figueiredo, disse nesta terça-feira, 6, que irá dialogar com deputados para que emendas parlamentares possam ser usadas para o incremento da infraestrutura de redes no interior do País.

Ex-líder do PDT na Câmara, o novo ministro tem o desafio de levantar recursos para o Programa Banda Larga para Todos, prometido pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral do ano passado, mas que praticamente não avançou em 2015.

“O programa de Banda Larga é uma prioridade do governo e vamos procurar parcerias com empresas privadas para obtermos os recursos necessários. As emendas parlamentares não serão descartadas, são um dos instrumentos que pretendemos usar”, afirmou. “Em 2016 ainda não teremos tantos recursos quanto gostaríamos, mas já será um ano melhor que 2015. Os investimentos sociais não podem ser minimizados a ponto de não existirem, para se fazer superávit primário”, acrescentou o ministro, que tem criticado pontos específicos da política econômica do governo.

Após receber o cargo do ex-ministro Ricardo Berzoini, Figueiredo disse ainda que irá chamar as operadoras de telecomunicações para discutir medidas que possam melhorar a qualidade dos serviços no curto prazo.

“Como usuário, eu sei que não existe um grau de satisfação dos consumidores com a telefonia celular”, comentou.

O novo ministro adiantou que irá chamar o setor de radiodifusão para discutir a possibilidade de adiamento do cronograma de digitalização da TV analógico, previsto para ser concluído em 2018.

“Existe uma demanda pelo adiamento e vamos dialogar. Não queremos que ninguém perca o acesso ao sinal de TV sem conseguirmos que haja uma digitalização plena dos receptores”, argumentou.

Perguntado sobre o projeto de regulação econômica da mídia, uma das bandeiras de Berzoini durante seus dez meses à frente do ministério, Figueiredo evitou usar o termo “regulação” do setor.

“Regulação não. Nós queremos aperfeiçoar e modernizar a legislação, conversando com todos os segmentos que fazem parte e são interessados no setor”, respondeu.

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