Renan quer votar logo eventual recondução de Janot à PGR

Renan afirmou que colocará o nome do indicado em votação no plenário no mesmo dia em que ele for sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa

Brasília – No primeiro dia após a volta do recesso parlamentar, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez questão de afastar as especulações de que poderia segurar a votação que decidirá sobre a eventual recondução do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para o cargo de chefe do Ministério Público.

“Eu não amesquinharei o cargo de presidente do Congresso Federal”, disse, mesmo sem ser questionado sobre o assunto.

Renan afirmou ainda que vai procurar colocar o nome do indicado em votação no plenário no mesmo dia em que ele for sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

“Do ponto de vista do cargo que exerço, tão logo a presidente indique o nome, seja quem for, eu despacharei para a Comissão e Constituição e Justiça. Vou combinar com os líderes para nós apreciarmos no plenário do Senado no mesmo dia que ele for apreciado pela comissão”, afirmou.

A eleição interna do Ministério Público será realizada nesta quarta-feira, 5. Se Janot encabeçar a lista tríplice, a presidente Dilma Rousseff deve indicá-lo para um novo mandato – o atual termina em 17 de setembro.

Depois, o nome do indicado terá que ser sabatinado pela CCJ e passar pelo crivo do plenário do Senado, em votação secreta.

Renan é um dos 13 senadores alvo da Operação Lava Jato e, nos bastidores, não tem escondido o seu descontentamento diante do fato de Janot ter incluído o seu nome na lista de autoridades investigadas pela PGR.

O clima hostil ao procurador-geral no Senado aumentou ainda mais depois da Operação Politeia, que no mês passado realizou buscas e apreensões em imóveis de três integrantes da Casa.

Dirceu

O presidente do Senado evitou comentar a prisão do ex-ministro José Dirceu na nova fase da Operação Lava Jato, realizada na segunda-feira. Segundo Renan, não cabe a ele fazer prejulgamentos.

“Todo homem público tem que prestar explicações à Justiça, mas eu não quero colaborar para prejulgar nada, absolutamente nada”, disse.

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