Rosso confirma candidatura mas nega ser preferido de Cunha

Em razão de ainda existirem dúvidas sobre a eleição, o parlamentar ponderou que só irá protocolar a candidatura quando todas as regras estiverem definidas

Brasília – Tido como o nome que mais agrada ao Palácio do Planalto, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) anunciou nesta segunda-feira, 11, que será candidato à presidência da Câmara.

Em razão de ainda existirem dúvidas sobre a eleição, o parlamentar ponderou que só irá protocolar a candidatura quando todas as regras estiverem definidas.

De acordo com o primeiro secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP), uma reunião da Mesa Diretora está prevista para a tarde desta segunda, que definirá regras como data, horário, tempo de fala de cada candidato e segundo turno.

As decisões devem ser referendadas pelo colégio de líderes, com reunião prevista para as 17 horas.

A eleição está oficialmente marcada para quinta-feira, 14, mas líderes dizem ter convencido o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), a antecipar o pleito para quarta-feira.

Em entrevista concedida no início da tarde, Rosso negou que seja o candidato favorito de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “O deputado Eduardo Cunha não vota.

Não fiz parte da aliança que levou Cunha à presidência. Conheci Cunha nesta legislatura. Como líder, tinha como atribuição ter relação no mínimo respeitosa com o presidente da instituição. Não se pode confundir isso com nenhum tipo de apoiamento histórico”, disse.

O deputado prevê que vários nomes da base aliada ao governo Michel Temer serão lançados candidatos. “Isso não mostra um racha. O racha depende muito da atitude de cada candidato”, afirmou.

Ele defendeu que a Casa precisa retomar o ritmo de trabalho e tocar pautas propostas por Temer. “A governabilidade precisa ser garantida. O governo Temer tem colocado sementes importantes que precisam ser trabalhadas”, disse.

Rosso ainda criticou partidos que estão fazendo alianças “incoerentes”. Ele não citou um exemplo, mas faz referência ao PT, que articula apoiar candidato de um histórico partido opositor – Rodrigo Maia (RJ), do Democratas.

“São alianças com difícil explicação política. Eu não topo vale tudo”, disse.

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