Suíça devolverá US$ 70 mi ligados ao esquema da Petrobras

A Suíça abriu mais de 60 investigações criminais ligadas ao esquema da Petrobras, e bloqueou mais de US$ 800 milhões em valores patrimoniais

Genebra – O Ministério Público da Suíça vai desbloquear e devolver ao Brasil US$ 70 milhões (cerca de R$ 260 milhões na cotação de hoje) relacionados com o esquema de corrupção na Petrobras, anunciou nesta quinta-feira a promotoria suíça.

O anúncio foi feito após o encontro do procurador-geral da Confederação Helvética, Michael Lauber, com o procurador-geral brasileiro, Rodrigo Janot, hoje em Berna.

A Suíça abriu mais de 60 investigações criminais ligadas ao esquema da Petrobras, e bloqueou mais de US$ 800 milhões em valores patrimoniais.

Desse montante, a Suíça devolveu no primeiro semestre do ano passado US$ 120 milhões, e agora mais US$ 70 milhões.

Os titulares dessas contas são principalmente funcionários da Petrobras, empregados de empresas fornecedoras da companhia , intermediários financeiros, políticos brasileiros, e empresas brasileiras, especificou o comunicado.

Os dois procuradores discutiram como proceder com o desbloqueio do dinheiro desviado.

Além disso, dado o tamanho e a amplitude da investigação, Lauber e Janot decidiram criar um grupo comum de investigação (Joint Investigation Team, JIT) “para acelerar os processos penais que ambas as autoridades investigam”.

O comunicado especificou que os dois procuradores “reafirmaram sua vontade de intensificar a boa parceria instaurada entre as duas autoridades”.

Até o momento, o Escritório de Comunicação sobre Lavagem de Capitais da Suíça(MROS) entregou ao Ministério Público cerca de 340 relações bancárias suspeitas de estarem relacionadas ao esquema de corrupção na Petrobras.

Com base nessas relações bancárias e outros indícios, a procuradoria suíça abriu desde 2014 quase 60 investigações penais por lavagem de dinheiro agravado, e na maioria delas também por suspeitas de corrupção de funcionários públicos estrangeiros.

Desde então a procuradoria averiguou mais de mil contas bancárias em 40 bancos.

Diante da envergadura da investigação, foi criado um grupo de trabalho específico de especialistas da procuradoria suíça.

O Brasil assumiu duas investigações criminais que tinham sido abertas pela procuradoria suíça, em processos que já avançaram, inclusive com acusações formais.

A procuradoria suíça pretende solicitar a Brasília que assuma outras investigações criminais abertas.

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