Táxi na casa de Cunha pertence a acusado de receber propina

Agentes da PF avistaram estacionado na garagem da casa de Eduardo Cunha no Rio de Janeiro um táxi branco que pertence a acusado de receber propina

Rio – Ao realizarem operação de buscas e apreensão na casa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Rio, nesta terça-feira, 15, agentes da Polícia Federal avistaram estacionado na garagem um táxi branco, com placa de Nilópolis (cidade na Baixada Fluminense). 

O carro está registrado em nome de Altair Alves Pinto, cuja casa no Rio também foi visitada pelos policiais. A informação é do portal do jornal “O Dia”.

Em delação premiada, Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB na Lava Jato, disse ter entregue a Alves Pinto dinheiro destinado a Cunha.

O presidente da Câmara sempre negou participação no esquema de corrupção da Petrobras e se diz vítima de perseguição do governo e da Procuradoria-Geral da República.

Em depoimentos à Lava Jato, Baiano disse que entregou entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em espécie no escritório de Cunha no centro carioca, a um homem chamado Altair.

O táxi placa LSM 1530 encontrado na casa de Cunha é um Volkswagen Touareg modelo 2014, fabricado na Eslováquia. Um veículo zero quilômetro deste modelo é avaliado em torno de R$ 200 mil.

Altair Alves Pinto, de 67 anos, é desde 2003 funcionário do gabinete do deputado estadual Fábio Silva (PMDB), aliado de Cunha, onde trabalha como consultor especial para assuntos parlamentares. Antes, trabalhou também no gabinete de Cunha na Assembleia Legislativa, quando o atual presidente da Câmara era deputado estadual.

Além de funcionário da Assembleia, Alves Pinto é sócio de uma marmoraria em Muqui, cidade capixaba onde nasceu, a 175 km de Vitória. Sua mulher e filha são sócias em uma segunda marmoraria.

Ele também é dono de uma fazenda. Muqui é um município com 15 mil habitantes. O prefeito da cidade, Aluisio Filgueiras (PSDB) foi colega de turma de Alves Pinto no ginásio do Colégio Estadual de Muqui. Segundo Filgueiras, Alves Pinto é “apolítico”. “Nunca trabalhou em campanha nenhuma, nunca custeou financeiramente nenhuma campanha”, afirma.

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