Temer contra-ataca novamente

O presidente Michel Temer apresentou nesta segunda-feira duas ações contra o dono da JBS, Joesley Batista, cujo acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal atingiu em cheio o peemedebista. Temer ingressou com os dois processos na Justiça pouco antes de embarcar para uma viagem de cinco dias à Rússia e à Noruega. Uma das ações será por danos morais, na qual o presidente pede indenização financeira; e a outra se trata de queixa-crime por difamação, calúnia e injúria e crimes contra a honra. Michel Temer decidiu acionar o advogado do PMDB, Renato Oliveira Ramos, para representá-lo contra Joesley. A ação criminal foi impetrada na Justiça Federal; e a cível, na Justiça comum.

As ações judiciais foram motivadas pela entrevista de Joesley à revista Época, em que o dono da JBS acusa Temer de ser “chefe de organização criminosa”. “Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa”, disse o delator à publicação.

O peemedebista dedicou uma parte do fim de semana para discutir com seus advogados não só as ações que serão apresentadas na Justiça contra o delator, anunciadas no sábado. No feriado, Temer se reuniu também com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, que vai ajudá-lo na defesa da denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar contra ele nos próximos dias.

No campo político, o presidente divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando que “criminosos não sairão impunes”, em referência a Joesley, que firmou um acordo de delação considerado premiado demais. “Já está claro o roteiro que criaram para justificar seus crimes: apontam o dedo para outros tentando fugir da punição. Aviso aos criminosos que não sairão impunes. Pagarão o que devem e serão responsabilizados pelos seus ilícitos.” Mesmo com essa fala, o presidente afirmou que “não pratica retaliações”. Aliados de Temer buscam saídas jurídicas para pedir a anulação da delação, mas, até agora, não existem precedentes legais para tal recurso. Embora chame Joesley de criminoso agora, Temer alega que não sabia que o empresário era investigado quando o recebeu às 23h em um encontro fora da agenda no Palácio do Jaburu.

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