Temer na delação; Alckmin também…

Temer atingido

Segundo a revista VEJA, o presidente Michel Temer pediu 10 milhões de reais a Marcelo Odebrecht em 2014. A acusação faz parte das 82 páginas da delação de Claudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht. O executivo conta como a maior empreiteira do país comprou integrantes da cúpula dos poderes Executivo e Legislativo. O repasse a Temer, segundo ele, foi feito em dinheiro vivo, a pessoas de confiança do presidente, como Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e José Yunes, assessor especial do presidente.

2 mi para Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu 2 milhões de reais em dinheiro vivo para cobrir gastos das campanhas de 2010 e 2014, segundo afirma a empresa Odebrecht em seu acordo de leniência. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, os 2 milhões de reais em espécie foram entregues no escritório do empresário Adhemar Ribeiro, em São Paulo. Ribeiro é irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. Outro repasse foi feito para o hoje secretário de Planejamento do governo paulista, Marcos Monteiro, político muito próximo do governador.

Lula denunciado 

O Ministério Público federal, em Brasília, denunciou à Justiça o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia foi feita na Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção no Carf, o conselho de recursos fiscais, e atinge ainda o filho de Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, e o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni. Segundo o MP, eles foram denunciados por fazer negociações “irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos”. É a quarta denúncia contra Lula, acusado anteriormente de obstrução da Justiça no caso Cerveró, lavagem de dinheiro e corrupção no tríplex do Guarujá e tráfico de influência em um empreendimento da Odebrecht em Angola.

Paes bloqueado 

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), teve os bens bloqueados pela Justiça do Rio como consequência de ação do Ministério Público estadual. Paes é acusado de improbidade administrativa na construção do campo de golfe utilizado na Olimpíada, na Barra da Tijuca. Segundo o MP, o prefeito dispensou a construtora Fiori de pagar 1,86 milhão de reais de taxas ambientais em 2013. A Fiori também teve os bens bloqueados. A prefeitura acabou pagando a taxa. Para justificar o bloqueio, o juiz cita a decisão de Paes de morar nos Estados Unidos ao final de seu mandato, o que poderia “dificultar ainda mais a recomposição dos danos causados”. Paes disse que vai recorrer.

“Afronta”

Para o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto, o desrespeito à ordem judicial que determinava o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi uma “afronta” aos poderes do tribunal. De acordo com o jurista, o não cumprimento da liminar foi o que houve de mais “grave e lamentável” em toda a situação da crise, prejudicando tanto o Poder Judiciário quanto o Poder Legislativo. “No âmbito dos poderes, quem fala por último é o Judiciário. E no âmbito do Judiciário quem fala por último é o Supremo”, disse.

Fora, protesto!

Em sua primeira viagem ao Nordeste, o presidente Michel Temer foi a Fortaleza para participar de um encontro de renegociação das dívidas rurais com o Banco do Nordeste. O local escolhido foi um auditório fechado para 400 pessoas. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, auxiliares temiam manifestações contra Temer no Ceará, organizadas pelo grupo dos ex-governadores do estado, Ciro e Cid Gomes. Os outros destinos escolhidos para visitação foram cidades pequenas, pelo mesmo motivo de evitar protestos. Não houve aglomeração em nenhum dos locais.

ONU contra PEC do teto

O relator especial das Nações Unidas para extrema pobreza e direitos humanos, Philip Alston, afirmou nesta sexta-feira que a PEC do Teto dos Gastos, caso aprovada, violará os direitos humanos e prejudicará os mais pobres, além de compromissos firmados pelo país com a ONU. “Essa emenda bloqueará gastos em níveis inadequados e rapidamente decrescentes em saúde, educação e segurança social, colocando toda uma geração em risco de receber uma proteção social muito abaixo dos níveis atuais”, diz. Alston ressalta ainda preocupação por Temer jamais ter apresentado um programa de governo, já que não chegou ao Planalto por eleição, dizendo que o fato “levanta ainda mais preocupações em relação à proposta”.

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