Temer pode demitir chefe da AGU, diz O Globo

Depois de suposta carteirada de advogado-geral da União, Temer estaria prestes a demitir terceiro ministro em menos de um mês de governo. Chefe da AGU nega

São Paulo – De acordo com informações do jornal O Globo, o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), teria decidido demitir mais um dos membros do primeiro escalão de seu governo.

O demitido da vez é o advogado-geral da União, Fábio Medina Osório. A decisão teria sido tomada depois que o então chefe da AGU deu uma “carteirada” para usar um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB).

Ele teria tentado embarcar para Curitiba (PR) nesta semana. Diante da negativa de oficiais da Aeronáutica, teria argumentado que era ministro de Estado. A confusão teria sido a gota d´água para Temer.

Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã deste sábado, Medina negou que irá deixar o governo.

“É uma série de ataques que estamos sofrendo. Coincidentemente, logo agora, após havermos ajuizado ações bilionários contra uma série de empreiteiras, no montante de R$ 12 bilhões para recuperar ativos dos cofres públicos”, disse.  

Trapalhadas em série

Essa, contudo, não teria sido a primeira trapalhada do advogado-geral da União. De acordo com a coluna Radar da revista VEJA desta semana, Medina teria sido alvo de críticas de seus pares por outros motivos.

Primeiro, sem consultar Temer, ele teria aberto um processo para apurar a atuação de José Eduardo Cardoso, seu antecessor no cargo, na defesa da presidente Dilma Rousseff (PT).

Depois, teria enfurecido seu padrinho político, Eliseu Padilha, que chefia a Casa Civil, ao solicitar uma reunião urgente com Temer que nada tinha de urgente.

Por fim, teria chegado aos ouvidos do presidente em exercício que a decisão de demitir o presidente da EBC, Ricardo Melo, só foi revogada porque o advogado-geral da União estava em viagem para a capital paranaense.

Um por semana?

Se a suposta intenção de Temer for confirmada, Medina será o terceiro ministro a cair em menos de um mês.

O primeiro foi o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, que foi exonerado do cargo depois do vazamento de uma conversa privada em que ele sugeria um pacto para limitar a Lava Jato.

Sete dias depois, foi a vez do ministro da Transparência, Fabiano Silveira, dar adeus ao cargo. Ele teria sido gravado criticando a mesma operação.

Desta vez, pelo menos, não há nenhum vazamento de diálogo privado – até onde se sabe. 

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