Veja como foi o interrogatório de Dilma no Senado

A presidente afastada apresentou pessoalmente sua defesa nesta segunda-feira (29), em um dos momentos mais aguardados do julgamento final do impeachment

São Paulo – O principal capítulo do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff (PT) aconteceu nesta segunda-feira (29). A presidente, que está afastada do exercício do cargo há 110 dias, apresentou pessoalmente sua defesa no Senado. Essa foi a primeira vez que ela compareceu ao plenário na condição de ré.

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, informou que a sessão será retomada amanhã às 10h. 

Veja como foi os bastidores do interrogatório de Dilma que durou mais de 13 horas.

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29/08/2016 – 23:58

Fim de sessão

EXAME.com encerra a cobertura ao vivo do interrogatório de Dilma Rousseff. Retornamos nesta terça-feira (30) às 10h.

29/08/2016 – 23:49

A sessão de hoje está encerrada

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski,diz que a sessão será retomada amanhã às 10h. 

29/08/2016 – 23:48

Dilma conclui sua fala

“Nós vamos ter que ter a maturidade de não inventar problemas, e enfrentar os imensos problemas que existem”, afirma a petista. 

“Acho que a disputa política é absolutamente normal e vantajosa em um país democrático. Mas é muito grave tentar inventar crimes de responsabilidade onde não existem”, afirma. “Eu peço aos senhores e senhoras senadoras que tenham consciência na hora de avaliar esse processo. Muito obrigada”, conclui a presidente afastada. 

29/08/2016 – 23:43

Dilma conclui sua fala

O advogado da presidente afastada, José Eduardo Cardozo, abre mão do seu tempo de fala e passa a palavra para as considerações finais de Dilma Rousseff.

29/08/2016 – 23:36

Dilma responde autora do pedido de impeachment

Em resposta, Dilma apresenta gráficos e diz que o início da crise não foi em 2014. 

“Eu acredito que nós teríamos conseguido superar esse processo se por acaso tivesse havido menos politização na tentativa de inviabilizar o meu governo, que começa logo depois da minha eleição”, diz a petista. 

29/08/2016 – 23:29

Janaína Paschoal questiona Dilma

A advogada Janaína Paschoal questiona por qual motivo países da América Latina conseguiram crescer no ano passado e o Brasil não. “Por que houve cortes em 2015 e não em 2014?”, questiona. 

29/08/2016 – 23:17

Acusação entra em cena

O Miguel Reale Jr, que fale em nome da acusação, questiona Dilma.

Ele pergunta se ela fez reuniões com o secretário de Tesouro em 2015.

29/08/2016 – 23:11

Fala o último orador

Fala agora o senador Paulo Rocha (PT-BA), o último parlamentar inscrito para questionar Dilma.

29/08/2016 – 23:09

Janaína se encontra com líderes dos movimentos sociais

29/08/2016 – 23:04

Troca de cadeiras

O senador Roberto Muniz (PP-BA) questiona que se Dilma fosse senadora – e o acusado fosse um opositor ao seu governo – se o seu voto seria encaminhado pelo conjunto da obra, ou não. 

Ele ainda pede que Dilma detalhe sobre como deveriam ter sido os lançamentos dos créditos dos bancos públicos em relação ao Plano Safra.

Em defesa, a petista diz que independente de onde está sentada, não há crime de responsabilidade. 

29/08/2016 – 23:02

O que disse o Senado sobre o discurso de Dilma

29/08/2016 – 22:49

Dilma reitera que não cometeu crime

“Estamos diante de um momento muito delicado da política brasileira. Eu não cometi crime de responsabilidade”, diz a presidente afastada. Ela diz que se recusa a aceitar que cometeu esse crime. 

“Sou inocente, e se condenaram uma inocente, presidenta da República, e me tirarem do cargo, estarão cometendo um golpe parlamentar”, conclui a resposta ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC).

29/08/2016 – 22:34

Ritmo de festa

29/08/2016 – 22:25

Pessimismo prevalece entre petistas

O otimismo não prevalece dentro do PT. Tem dirigente peso pesado que garante que saída de Dilma é irreversível.

“Viemos para demonstrar apoio a ela, mas temos convicção que o jogo está perdido”, disse um importante nome do PT a EXAME.com.

29/08/2016 – 22:17

Nos bastidores: Dilma garante mais 4 votos

29/08/2016 – 22:08

João Capiberibe (PSB-AP) interroga Dilma

João Capiberibe (PSB-AP) questiona se seria possível uma governança suprapartidária, caso ela retorne à presidência.

“Acredito que é fundamental recorrer ao plebiscito popular”, diz. 

Ela agradece a fala do senador, que é oposicionista ao seu governo. 

29/08/2016 – 22:05

O que diz Dilma sobre o PMDB

29/08/2016 – 21:57

Cristovam Buarque questiona escolha de Temer como vice

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) pergunta quais foram as qualidades que Dilma viu em Michel Temer para escolhê-lo vice em 2010 e 2014. 

“Acreditava que ele representava o que tinha de melhor do PMDB, mas não sei te dizer quando isso começou a mudar. O fato é que mudou”, respondeu a petista. “Eu lamento muito que eu tenha – através dos meus gestos – construído a hipótese de ter um vice que representasse um centro democrático”, diz.

Ela afirma que respeita a tragetória democrática que o PMDB teve ao longo da história, mas que isso não acontece mais nos dias atuais.

29/08/2016 – 21:49

Senador questiona postura de Dilma caso retorne ao cargo

Telmário Mota questiona a presidente afastada: “Se a Dilma voltar, com quem a Dilma vai governar? E com que partido?”

A petista agradece e responde que respeita muitos integrantes do PMDB, mas diz que jamais trabalhará com a atual gestão do partido.

29/08/2016 – 21:45

Acelerando

O senador José Pimentel (PT-CE) diz que se o Senado não reverter o processo estará cometendo uma grande injustiça. “O seu governo deu oportunidade para todos e, principalmente, para os pobres”, afirmou.

Dilma diz que se sente honrada com o comentário do parlamentar e dá continuidade aos trabalhos, já que o senador não fez questionamentos. 

Com a palavra o Telmário Mota (PDT-RR).

29/08/2016 – 21:40

A sessão já dura cerca de nove horas

29/08/2016 – 21:27

Questionamentos devem demorar mais 2 horas, diz Lewandowski

O presidente do STF diz que ainda há 10 inscritos para falar e que a sessão deve se prolongar por mais duas horas.   

29/08/2016 – 21:22

Randolfe Rodrigues questiona Dilma sobre Eduardo Cunha

O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) questionou quais foram os termos da proposta feita pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para vetar a abertura do processo do impeachment e se houve algum fato nos bastidores do governo que demonstre uma busca do PMDB para barrar as investigações da PF. 

Ela fala sobre os passos de Cunha para articular o seu impedimento.

“Há um verdadeiro pecado original nesse processo: é o explícito desvio de poder de Eduardo Cunha”, afirma.

29/08/2016 – 21:12

Brasileiros defendem Dilma nas redes sociais

29/08/2016 – 21:07

Lula permanece articulando votos

29/08/2016 – 21:00

Golpe é retórica

Para o ministro do STF Gilmar Mendes, Dilma falar em golpe não passa de retórica. Para ele, a presença dela no Senado já derruba a tese de golpe.

“Nós estamos consolidando, solidificando a nossa democracia. É claro que a própria chegada do PT ao poder foi um sinal de vitalidade da nossa democracia, alternância de poder”, disse Mendes.

Na opinião do ministro, não há mais como fugir de uma reforma política. Leia mais na matéria abaixo. 

Dilma falar em golpe é retórica, diz Gilmar Mendes

29/08/2016 – 21:00

José Agripino (DEM-RN) faz seu questionamento

O senador José Agripino (DEM-RN) questiona: “por que você não antecipou providências atendendo o Tesouro e o TCU, que evitariam enviar ao Congresso proposta de ajuste fiscal que tinham o claro objetivo de legalizar decretos”?

29/08/2016 – 20:43

Senador Reguffe (sem partido-DF) questiona Dilma

“Ao assinar esses decretos você sabia o que estava fazendo, ou assinou sem saber? Pode um presidente da República desrespeitar a Constituição? Neste caso, como exigir que um cidadão comum respeite as leis do país?”, questiona o parlamentar.

Em resposta, Dilma diz que ninguém pode descumprir a legislação do país, muito menos um presidente. “Nenhum de nós pode descumprir a Constituição. Ela garante que tenhamos uma vida democrática”, diz. 

“Todos os anos, o Congresso aprova uma Lei Orçamentária que diz que está autorizada a abertura de créditos suplementares desde que as alterações sejam compatíveis com a obtenção da meta de resultado primário. Portanto, ela autoriza a abertura.”

Ela ainda diz que grande parte dos recursos dos créditos suplementares se destinavam para a educação. 

29/08/2016 – 20:35

Protesto na Av Paulista ganha força

29/08/2016 – 20:29

Senador sai da lista de oradores

O senador Otto Alencar abre mão de inscrição e desiste de inquirir Dilma. Agora, são 50 inscritos.

29/08/2016 – 20:28

“Coffee break”

29/08/2016 – 20:24

Dilma faz críticas à gestão de Michel Temer

A senadora Ângela Portela (PT-RR) questiona Dilma sobre o futuro dos ministérios do governo interino.

A presidente afastada diz que a gestão de Michel Temer fez mudanças equivocadas. “Não posso dizer o que pode acontecer, mas temo que toda a política de valorização do pré-sal será interrompida [pelo governo interino]”, diz a petista. 

29/08/2016 – 20:21

Veja as frases que marcaram a defesa de Dilma

29/08/2016 – 20:16

Senado se defende de acusações

29/08/2016 – 20:12

“Temos um grande desafio pela frente”, diz Dilma

O senador Hélio José (PMDB-DF) questiona Dilma sobre qual é a sua proposta pelo direito dos aposentados e pela proposta de reforma da previdência. “Independente do resultado desse plenário, a senhora continuará na luta pelos direitos sociais?”, finaliza o senador. 

Ela diz que o regime CLT não é algo ultrapassado e que sempre é possível aprimorar a legislação. 

“Diante da crise é preciso ter prioridade. E a prioridade é ampliar os investimentos e reduzir as taxas de juros”, finaliza a presidente afastada.

29/08/2016 – 20:04

Votação deve ficar para quarta-feira, diz Renan

29/08/2016 – 20:00

Fala agora o senador Hélio José (PMDB-DF).

29/08/2016 – 19:49

Senador é favorável a convocação de um plebiscito

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirma que é favorável ao plebiscito “para que o povo brasileiro possa decidir se quer ou não eleições diretas antecipadas”. 

Ele pede que Dilma reafirme seu compromisso com a democracia.

29/08/2016 – 19:45

Senador elogia presença de Dilma no plenário

O senador Humberto Costa (PT-PE) está com a palavra.

Vinte senadores ainda devem falar. 

29/08/2016 – 19:43

Dilma agradece apoio das mulheres

Dilma diz que recebeu grande apoio de senadoras, deputadas e anônimas. “Eu tenho imensa gratidão pelas mulheres brasileiras do meu país”, diz. 

29/08/2016 – 19:36

“Aqui a senhora é vítima”, diz Regina Sousa (PT-PI)

A senadora está com a palavra.

“Continue com essa firmeza que incomoda. Nada é impossível, presidenta”, afirma. 

29/08/2016 – 19:34

Fátima Bezerra fala em defesa de Dilma

“Como a senhora se sente quando vê que pode ser afastada da presidência da República e perder os seus direitos políticos?”, questinou a senadora petista.

“Desafio alguém aqui nesse plenário ter uma biografia mais limpa, honesta e de luta do que a da senhora [Dilma]. Não compactuaremos com este golpe e seguiremos em luta ao seu lado e em defesa da democracia”.

29/08/2016 – 19:25

“Nunca tive dúvida da sua inocência”, diz senadora

A senadora Fátima Bezzera (PT-RN) é a número 29 entre os 51 parlamentares inscritos para fazer perguntas a Dilma Rousseff.

29/08/2016 – 19:20

Lewandowski mantém previsão de terminar às 23h

29/08/2016 – 19:04

A sessão é retomada.

Fala agora o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

29/08/2016 – 18:56

PM lança bombas de efeito moral em protesto contra Temer

Após mudança de trajeto, PM lança bombas de efeito moral em protesto contra Michel Temer na avenida Paulista, em São Paulo. As informações são da GloboNews. 

29/08/2016 – 18:33

Aliados de Dilma tentam conquistar indecisos

29/08/2016 – 18:09

Lula quer que Dilma seja mais objetiva

No intervalo, Lula e aliados também devem pedir que Dilma responda com mais objetividade. Motivo: medo que a petista se enrole com o cansaço. 

29/08/2016 – 18:06

Sessão suspensa até as 19 horas

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, suspendeu a sessão até as 19 horas, seguindo a previsão de horário anunciada por ele momentos antes. 

O próximo inscrito para fazer pergunras é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). 

A expectativa do magistrado é que a sessão se encerre por volta das 23 horas.  

29/08/2016 – 18:05

“Mais vergonhoso processo de impeachment”, diz Dilma

“De onde a senhora tira tanta força?”, perguntou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ao defender a presidente Dilma Rousseff. Ele fez um discurso inflamado a favor da presidente afastada e não conseguiu concluir a fala no tempo previsto em regulamento, tendo seu microfone cortado até no tempo adicional dado pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. 

Concordando com a afirmação de que o processo do impeachment é um atentado contra a classe de trabalhadores, Dilma afirmou que o conflito entre classes ficou claro quando o “pato apareceu no cenário das ruas”. 

Ela afirmou ainda que Cunha foi o grande nome por trás do impeachment e que os outros “emprestaram seu nome e credibilidade ao mais vergonhoso processo de impeachment”. 

29/08/2016 – 18:03

Terminar sessão por volta de 23h? Até parece …

Lewandowski mantém previsão: interrogatório deve terminar às 23h. Estimativa inacreditável, já que nem metade dos inscritos perguntaram. 

Jorge Viana acredita que previsão é “furada”. Para ele, o julgamento vai muito além das 23h.

 Simone Tebet também não acredita que prazo será cumprido. “Lewandowski fez previsão com o objetivo de impor que presidente seja objetiva”, diz. “”Dilma não entendeu a indireta de Lewandowski. Por isso, o seu interrogatório deve durar até 2h da manhã, no mínimo”.

Para a senadora, votação final acontece na manhã de quarta-feira. “Temer viaja como presidente efetivo”, diz. 

29/08/2016 – 17:54

Dilma novamente cita Cunha como articulador de impeachment

Em resposta ao senador Alvaro Dias (PV-PR), que havia dito que o povo brasileiro deseja a substituição do governo do país e do modelo de governança, Dilma reafirmou que o processo de impeachment não surgiu das ruas. “Começou pelas mãos do presidente da Câmara, Eduardo da Cunha.”

Dilma afirmou que em nenhum momento tentou impedir manifestações em espaço público. E também reiterou que impeachment sem crime de responsabilidade é golpe.

29/08/2016 – 17:46

Interlocutores de Temer não veem virada de votos

29/08/2016 – 17:42

“Temer pegou uma herança maldita”, diz Ataídes Oliveira

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) afirmou que ocorreu crime de responsabilidade fiscal, independentemente do número de decretos emitidos.

Ele também indagou Dilma sobre por que o Fies foi usado na campanha eleitoral de 2014. Encerrou sua fala sem fazer perguntas, afirmando que não tinha apenas uma questão “porque são tantas” que ele poderia fazer. No fim, disse que o presidente interino Michel Temer “pegou uma herança maldita”.

No início de sua fala, Dilma questionou Oliveira: “Se há tantos crimes, por que não estão na denúncia?”

Ela afirmou ainda que seu governo não acabou com o Fies, apenas mudou as exigências. Ela citou a condição que alunos tenham nota maior que zero na prova e a mudança no critério de qualificação das entidades que fazem parte do programa, para que tivessem uma nota mínima de 3 no Ministério da Educação.

Na conclusão de sua resposta, Dilma novamente pediu para não ser julgada antes da hora. “Acho que mais uma vez o devido processo legal não está sendo respeitado.”

29/08/2016 – 17:32

Espero que não me condene antes da hora, diz Dilma a Aníbal

O senador José Aníbal (PSDB-SP) foi um dos que fizeram críticas mais contundentes à presidente afastada Dilma Rousseff. Ele disse que Dilma terceirizou suas responsabilidades e que ela não tem mais condição de governar. “A senhora não teve humildade de reconhecer seus graves erros”, disse José Aníbal. 

Dilma afirmou que conhece o senador há décadas e que sabe como ele costuma agir, mas se disse espantada com a forma como ele a abordou. “Fico estarrecida por isso partir do senhor, que me conhece há muitos anos.”

Ela afirmou que tem o amplo direito à defesa e que não pode ser julgada antes da sentença final. “Espero que o senhor não me condene antes da hora”, pediu Dilma. 

29/08/2016 – 17:23

Paulo Paim faz defesa inflamada de Dilma e Lula

Paulo Paim (PT-RS) foi outro senador a apoiar a presidente afastada. Ele afirmou que o processo do impeachment foi criado em parceria com pessoas que estavam dentro do Palácio do Planalto e traíram Dilma, fazendo uma referência indireta ao presidente interino Michel Temer. Paim disse ainda que os que a atacam o fazem porque Dilma trabalha com força de vontade. 

Dilma falou dos avanços sociais do seu governo, como a política de cotas. “Isso mudou a cor da nossa universidade pública”, afirmou. Ela reforçou o compromisso com o fim da desigualdade e disse que a política de valorização do salário mínimo foi uma das principais medidas para atingir esse objetivo. 

29/08/2016 – 17:12

Evo Morales presta apoio a Dilma no Twitter

29/08/2016 – 17:11

Política é um ambiente misógino, afirma Gleisi Hoffman

Gleisi Hoffman (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil e aliada de Dilma Rousseff, fez um discurso enfático de apoio à presidente afastada. Ela afirmou que a crise econômica teve colaboração do Congresso, disse que a política é um ambiente misógino e minimizou os erros de Dilma. 

Hoffman perguntou se seria possível Dilma realizar avanços sociais se acatasse as determinações do TCU e indagou se o governo interino vai conseguir continuar com importantes propostas para o país com a promessa limitação de gastos. No entanto, Lewandowski pediu para que Dilma abordasse apenas seu governo e não discorresse sobre o governo interino em seu pronunciamento. 

Dilma novamente citou os avanços sociais promovidos pelo seu governo. Entre eles, falou sobre o desenvolvimento de atletas por meio do bolsa atleta, e disse que tem orgulho de ter tirado o Brasil do mapa da fome com o Bolsa Família. 

29/08/2016 – 17:03

Convidados da acusação acreditam que derrota será esmagadora

Entre os convidados da acusação, estão líderes dos movimentos Nas Ruas, Vem pra Rua e Movimento Brasil Livre. 

29/08/2016 – 16:57

Dilma volta a apoiar plebiscito

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) indagou Dilma sobre a falta de governabilidade e de aprovação da população brasileira. 

A presidente afastada voltou a dizer que apoiaria a aprovação de um plebiscito que tratasse de novas eleições e da reforma política. Ela afirmou ainda que, se o impeachment for aprovado, haverá uma ruptura democrática, já que o plano de governo eleito não será implantado na equipe de Temer. 

Ela também reiterou como a fragmentação partidária atrapalhou a governabilidade. E afirmou que, para ter governabilidade, é preciso haver uma repactuação. 

29/08/2016 – 16:56

Cansado e com fome, Chico Buarque deixa o plenário

Cansado e com fome, Chico Buarque deixou o plenário. O cantor elogiou presidente afastada: “estava serena e segura”. 

29/08/2016 – 16:52

Temer não viu discurso de Dilma por estar “trabalhando”

Temer admitiu a jornalistas que não acompanhou o pronunciamento de defesa de Dilma no Senado. No entanto, ele garantiu que acompanha todo o processo com “absoluta tranquilidade”. 

O presidente interino disse não teve “tempo” de ouvir as alegações da presidente eleita, já que estava “trabalhando” durante todo o dia, mas espera que o Senado conclua o processo de afastamento em breve.

Temer não acompanhou pronunciamento de Dilma no Senado

29/08/2016 – 16:51

“Corrupção começou muito antes de meu governo”, afirma Dilma

Dilma mais uma vez ressaltou que seu governo não descumpriu a legislação, em resposta ao senador Eduardo Amorim. “O que será a lei orçamentária de 2015 se não uma autorização de abertura de crédito complementar”, indagou Dilma. 
 
Dilma afirmou ainda que a corrupção no país começou muito antes de seu governo ou do governo Lula. “Pelo contrário, no nosso governo é que vem sendo investigada (a corrupção). Temos instrumentos para combater a corrupção, alguns legais e outros institucionais”, afirmou. Como ação de combate à corrupção, citou a  lei de organizações criminosas, que permite que corruptor seja punido na mesma proporção que corrupto, e a criação da delação premiada. 
 
Ela disse ainda que a ela foi dada a missão de “dirigir o país durante o momento de queda da atividade deconômica internacional”.”Não estou coloando a responsabilidade em nada ou ninguém,  estou constatando um fato. Há uma forte desaceleração econômica no mundo. Em um primeiro momento, conseguimos combatê-la.”

29/08/2016 – 16:41

Lula parece esgotado, mas vai ficar “o máximo que aguentar”

29/08/2016 – 16:37

Eduardo Amorim indaga como Dilma reverteria a crise

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) afirmou que os atos do governo Dilma colocaram o país em um dos piores momentos de sua história. “A crise não é mundial. É nossa, é brasileira”, disse. 

Ele perguntou como Dilma reverteria o quadro nos poucos mais de dois anos que lhe restariam de governo. Também indagou qual seria a confiança do brasileiro no governo Dilma se o que foi prometido não foi realizado.  

29/08/2016 – 16:32

Dilma afirma que reformas são necessárias para superar crise

Dilma reafirmou a necessidade de reformas profundas no país, especialmente da estrutura tributária, para que se possa sair da crise. 

“Não há como sair da crise, em país nenhum, sem alternativas. País desenvolvido nenhum tem menos de 100% da relação de dívida pública sobre PIB. Além disso, eles têm juros baixos”, afirmou. 

29/08/2016 – 16:30

Dilma está cansada, mas terminará interrogatório hoje

29/08/2016 – 16:26

“Dilma quer ser a juíza dos juízes”, diz Caiado

Antes de ir embora, Ronaldo Caiado (DEM-GO) criticou Dilma e disse que a  presidente afastada quer ser a juíza dos juízes.

29/08/2016 – 16:25

Armando Moreira defende política fiscal de Dilma

Senador Armando Moreira (PTB – PE) defendeu a presidente afastada Dilma Rousseff e disse que não há razão que justifique, do ponto de vista da Constituição, o crime de responsabilidade.

“É no mínimo questionável atribuir essa responsabildiade. Seu afastamento seria uma grave lesão à Constituição deste país”, afirmou. “Seu governo teve uma política fiscal responsável.”

29/08/2016 – 16:21

“Fizemos tudo para preservar programas sociais”, diz Dilma

Ao senador Cidinho Santos (PR-MT), Dilma disse que ampliou o Minha Casa Minha Vida e que não foi seu governo que interrompeu a Faixa 1 do programa. Também disse que não suspendeu o Pronatec, nem o Fies.

A presidente afastada justificopu que ampliou o déficit público para dar andamento aos projetos. “Queríamos pagar todas as obras. Não concordo com o senhor em dizer que não mantivemos programas sociais. Pelo contrário, fizemos de tudo para preservá-los e estamos sendo punidos por isso”, afirmou. 

29/08/2016 – 16:09

Lewandowski estima que sessão acabe às 23h

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, estima que a sessão de hoje vá até as 23h. Segundo ele, há ainda 34 senadores inscritos para fazer perguntas, o que levaria a três horas de indagação. Ele espera que a presidente afastada Dilma Rousseff consiga responder as questões com um tempo total de até três horas também.

A sessão ainda terá uma pausa de uma hora, por volta das 18h desta segunda-feira.

29/08/2016 – 16:01

Não concordo que esse processo veio das ruas, diz Dilma

Em resposta ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Dilma disse que não acredta que o processo de impeachment veio das ruas de forma espontânea. “Todos nós sabemos quem é o responsável pelo processo”, afirmou. “Tratava-se de uma chantagem implícita do (deputado Eduardo) Cunha, com a qual vocês, infelizmente, se aliaram.”

Ela novamente comentou sobre a ironia de já estar sendo julgada enquanto Cunha ainda não o foi. “Eu, que não sou julgada por lavagem de dinheiro, por ter contas no exterior, nem por aprovação indevida de legislação ou por desvio de dinheiro público, estou me defendendo no processo final do Impeachment enquanto uma pessoa que publica e notoriamente cometeu crime está protegida. Disso há que se envergonhar”, afirmou.

“Assim é a vida, senador. Dura”, disse, rindo, a presidente afastada.

29/08/2016 – 15:57

Estas foram as principais perguntas feitas a Dilma até agora

29/08/2016 – 15:50

Impeachment será uma eleição indireta, alega Dilma

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) afirmou que a eleição de Dilma foi um exemplo para as mulheres e que a administração da presidente foi motivo de orgulho.

Vanessa disse ainda que a maior vítima do processo é o povo brasileiro. Insistiu que não houve crime de responsabilidade e que o processo de impeachment só tem elemento político – e não jurídico. 

Pediu para Dilma falar sobre a carta endereçada aos senadores e ao povo brasileito, em que a presidente afastada aborda o pacto nacional e o plebiscito. 

Dilma voltou a falar que, se houver impeachment sem crime de responsabilidade, haverá, mais do que um golpe, uma eleição indireta. A presidente afastada criticou o sistema partidário, apoiando uma reforma política, e disse que o excesso de partidos levará à instabilidade de futuros governos. 

29/08/2016 – 15:49

Se necessário, Dilma ficará até o amanhecer de terça

Assessores de Dilma negam rumores de que ela teria pedido para suspender a sessão no final da noite e retomar amanhã.

29/08/2016 – 15:44

Dilma ainda responderá a 35 senadores hoje

Até o momento, Dilma já respondeu a 15 senadores. São 50 inscritos para fazer perguntas a ela. O último a se inscrever foi Roberto Muniz, do PP.  

29/08/2016 – 15:41

Regras não podem ser mudadas no meio do jogo, diz presidente

A senadora Lucia Vânia (PSB-GO) perguntou a Dilma se ela sabia dos passivos do Plano Safra no Banco do Brasil. 

Dilma afirmou, em resposta, que o governo ficou inconformado com a súbida mudança do TCU. “Essa metodologia não é minha, foi aplicada em governos anteriores”. E disse que as regras não podem ser mudadas no meio do jogo, principalmente no meio de uma crise econômica. 

29/08/2016 – 15:37

FOTO: Quem vê cara vê coração?

Dilma Rousseff observa discurso do senador Ronaldo Caiado durante interrogatório do julgamento do impeachment. O líder do DEM no Senado protagonizou uma série de desavenças com aliados da petista na Casa nos últimos dias. 

29/08/2016 – 15:28

Dilma diz que Câmara liderada por Cunha boicotou seu governo

29/08/2016 – 15:23

Até agora, Dilma gastou mais tempo com resposta a Aécio

Dilma dedicou 16 minutos e 39 segundos para responder Aécio. Excluindo o tempo dedicada às últimas 3 perguntas,  essa foi a resposta mais longa dada pela petista desde que começoiu a ser interrogada nesta segunda até agora.

Dilma e Aécio revivem clima das eleições de 2014 no Senado

29/08/2016 – 15:20

Até os aliados de Dilma não acreditam em virada de votos

Dilma precisa de 28 votos para barrar o impeachment e voltar ao poder. Na última votação, que a tornou ré no processo, ela obteve apenas 21 votos. Aliados do presidente em exercício, Michel Temer, calculam que cerca de 60 dos 81 senadores vão votar pelo afastamento definitivo da petista.

Aliados da presidente afastada avaliam que ela fez um discurso contundente e está indo bem ao responder às perguntas dos senadores, mas não demonstram o mesmo otimismo quando questionados se vão conseguir reverter votos e barrar o impeachment.

Reservadamente, um senador petista afirmou que esse momento é importante para o registro histórico, mas dificilmente mudaria o placar da votação final. Outros parlamentares evitaram fazer avaliações.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que a fala de Dilma foi direcionada aos senadores indecisos, para convencê-los a votar contra o impeachment. “Ela dirigiu o seu pronunciamento a esses senadores, com quem já vem conversando”, disse.

Já a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou que não é o pronunciamento da presidente que poderia mudar os votos, mas sim as articulações feitas nas últimas semanas. 

29/08/2016 – 15:19

“Não temos bola de cristal”, responde Dilma a Magno Malta

Em resposta ao senador Magno Malta, Dilma afirmou que seu governo não poderia antecipar o tamanho da crise e que não mentiu no processo eleitoral. “Só, Senador, que nós não temos uma bola de cristal para antecipar a realidade”, afirmou.

“Não controlamos a política do banco central americano nem do governo americano. Então, não sabíamos que teríamos uma das maiores desvalorizações do real. O mercado sentia que isso poderia acontecer, mas não nessa proporção”, acrescentou Dilma.

29/08/2016 – 15:17

“A senhora mentiu nas eleições?”, indaga Magno Malta

O senador Magno Malta (PR-ES) perguntou a Dilma se os senadores e seus marqueteiros estavam desinformados sobre a real situação do país. “A senhora não tinha as informações? A senhora mentiu no processo eleitoral?”, indagou. 

29/08/2016 – 15:10

Lídice da Mata cita trecho de Chico Buarque

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) fez uma citação a Chico Buarque em seu discurso dizendo que o páis vive uma “página triste de nossa história”. Lídice lamentou a fragilidade das acusações e perguntou a Dilma qual foi o papel de Cunha no processo de impeachment.

“A contribuição foi a mais danosa possível”, respondeu Dilma, explicando que a atuação de Cunha visava desestabilizar seu governo desde a tentativa de aprovação da Lei dos Portos, em 2014. “O deputado não queria aprovar sem contemplar alguns interesses estranhos.”

Dilma disse que, apesar da crise, seu governo se esforçou para preservar projetos sociais e os revisou para ficarem mais eficientes. Ela criticou novamente as medidas anunciadas pelo governo provisório de Michel Temer de congelamento de gastos em saúde, educação e outros setores fundamentais nos próximos 20 anos.

29/08/2016 – 14:59

Dilma fala sobre pagamentos do Plano Safra

Ronaldo Caiado (DEM-GO) pergunta a Dilma por que apenas os bancos privados foram pagos em detrimento dos bancos oficiais. E disse que Dilma “usurpou” a função do Congresso ao editar créditos suplementares. 

 A presidente afirmou que não é possível dizer que houve diferença no pagamento feito a bancos públicos e privados no caso das subvenções do Plano Safra. Ela disse ainda que o plano cumpriu seu papel para apoiar o setor da agriultura no país. 

Dilma afirmou que foi acusada de financiar o porto de Mariel, em Cuba, mas que hoje o porto é disputado por todos que querem negociar com Cuba. Fez referência aos EUA, que recentemente reatou as relações comerciais com país caribenho. Ela afirmou que não é possível ter uma postura fundamentalista e econômica e que o seu governo e o de Lula tiveram posturas de respeito a diferentes países.

29/08/2016 – 14:48

Aécio Neves se irrita e reclama das respostas de Dilma

Enquanto Dilma lhe respondia, Aécio demonstrou irritação e faz reclamações aos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e José Aníbal (PSDB-SP). “Ela não responde nada com nada.”

 

29/08/2016 – 14:47

Desde minha eleição tentam me derrubar, diz Dilma a Aécio

Dilma responde a Aécio que também jamais imaginaria encontrá-lo nessa situação “depois de nossos debates todos, que envolveu o voto de 110 milhões de brasileiros”, afirmou.

Ela voltou a afirmar que, a partir da sua eleição, medidas políticas foram tomadas para desestabilizar o governo dela. Ela citou o pedido de contagem de votos, auditoria nas urnas e depois da posse, a auditoria nas duas contas como medidas criadas para tentar tirá-la do poder. “Também foi aberto contra as suas contas, senador, uma investigação por uma juíza do TSE”, afirmou a Aécio. 

Dilma culpou a crise fiscal americana, a crise energética do Sudeste e a queda do preço das commodities como itens que fizeram de 2014 um ano “muito específico e difetente”. Afirmou que teve de enfrentar também a crise política, liderada pela oposição e por setores da mídia. 

Ela criticou ainda às medidas fiscais que não foram aprovadas pela Câmara e que poderiam ter ajudado a combater a crise econômica. “Entre a abertura do Congresso (em fevereiro) até 5 dias antes de eu ser tirarada do exercício da presidência, a Câmara não funcionou.Todas aquelas comissõs que impactam a questão fiscal não funcionaram.”

A presidente afastada disse ainda que respeita Aécio assim como todos os outros que disputaram eleições diretas. “Não respeito a eleição indireta que é produto de um processo de impeachment sem responsabilidade.”

29/08/2016 – 14:39

Lula comemora que Dilma seguiu seus conselhos

A interlocutores, Lula afirmou que Dilma está surpreendendo senadores da base governista por sua confiança e segurança.

29/08/2016 – 14:37

Indecisos devem votar a favor de Dilma, diz Humberto Costa

O senador Humberto Costa (PT) disse que acredita que os senadores que estão indecisos podem decidir o voto a favor da presidente afastada Dilma Rousseff. “Quem estiver indeciso deve estar acumulando informações”, afirmou.

De acordo com o senador petista, a oposição buscou neste primeiro tempo dos depoimentos um caminho mais técnico para questionar a presidente e afirmou que Dilma, com isso, precisa responder de forma mais objetiva. 

Pelo menos oito senadores demonstraram indecisão sobre seu voto. A oposição à Dilma não vê mudança de votos.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) considerou que as respostas de Dilma foram evasivas e que tanto seu discurso inicial quanto os esclarecimentos individuais aos senadores não têm potencial de mudar as posições assumidas até agora.

“Foi um discurso político. Até correto, mas sem qualquer condição de impactar o voto de quem quer que seja. Um discurso protocolar, provavelmente uma peça para ser registrada na história”, disse. 

29/08/2016 – 14:28

Lewandowski quer concluir falas de advogados ainda hoje

O presidente do STF Ricardo Lewandowski quer concluir as falas dos advogados de defesa e acusação ainda hoje. Parlamentares, porém, acreditam que a sessão desta segunda será exclusiva para ouvir Dilma. 

A petista não tem tempo limite para responder as questões. A expectativa é de que ela seja interrogada por mais de 10 horas. Os advogados de defesa e de acusação debaterão o processo por uma hora e meia cada.

Serão permitidas ainda réplica e tréplica de uma hora. Caso a acusação abra mão da réplica, a defesa não poderá usar o tempo da tréplica.

29/08/2016 – 14:19

Aécio relembra debates de 2014 e culpa Dilma por recessão

Como já era de esperar, Aécio sobe o tom nas perguntas e afirma que “não é desonra perder uma eleição, sobretudo, quando se cumpre a lei. Eu não diria o mesmo de vencer eleições faltando com a verdade”, afirmou. 

Ele se refere ao discurso de Dilma na corrida eleitoral de 2014 que teria sido desmentido logo após posse da presidente. O senador lembra de debate eleitoral em setembro de 2014, quando Dilma Rousseff afirmou que a inflação estava próxima de zero e negou que a economia estava ruim. Segundo ele, os números de 2015 provam que ela mentiu. 

“Digo a vossa excelência: Em que dimensão vossa excelência e seu partido se sentem responsáveis por essa recessão?”

29/08/2016 – 14:15

Sessão é retomada. Aécio é o primeiro a questionar Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB), que disputou eleição 2014 com Dilma, começa a interrogar Dilma Rousseff.

29/08/2016 – 13:30

Após o intervalo, Aécio e Caiado interrogam Dilma

Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) serão os primeiros a interrogar Dilma após o intervalo de 1 hora decretado por Lewandowski. 

Ontem, Aécio disse que fará perguntas técnicas sobre os decretos e as chamadas “pedaladas” que embasam o pedido de impeachment. “É natural que haja uma contextualização de como chegamos aqui, mas a orientação é de que vamos, sempre que possível, nos ater a questões técnicas, formais dos crimes cometidos, seja em relação aos decretos fraudulentos ou aos empréstimos também fraudulentos”, afirmou o tucano.

Em entrevista concedida a jornalistas ao chegar ao Senado hoje, Aécio fez questão de frisar  que Dilma levou o país à “maior recessão de toda a história republicana”. Também disse que os senadores estão preparados para receber a presidente afastada com o maior respeito, com o objetivo de esclarecer os crimes cometidos. Segundo ele, caberá a Dilma dar o tom da reunião.  

Em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, publicada hoje, Aécio escreveu que chega ao fim “um ciclo perverso” e que esta semana “o Brasil se reencontra com seu destino”. Também disse que o país enfrentará um “duro processo de reconstrução” e que o impeachment é o fim de uma trajetória de “erros colossais”. 

No entanto, os líderes da base governista destacaram que serão “reativos” ao tom da petista. Ou seja, “se Dilma extrapolar”, eles vão acompanhar. “Vamos fazer perguntas técnicas, mas quem vai dar o tom do interrogatório é a presidente afastada”, disse Caiado ontem.

Caiado, que teve embates com Lindbergh Farias (PT-RJ) nas duas primeiras sessões do julgamento, admitiu que eventuais provocações serão respondidas à altura. “A cada ação corresponde exatamente uma reação. Na minha região tem uma frase que diz: ‘O risco que corre o pau, corre o machado’”, disse o líder do DEM, arrancando risos da imprensa.

Ontem, Caiado cantou Apesar de você, de Chico Buarque, em provocação à Dilma. A música era um hino da esquerda contra o regime militar, que o cantor voltou a entoar neste mês, contra Temer. Chico Buarque está no Senado à convite de Dilma. 

29/08/2016 – 13:10

Sessão suspensa para almoço

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, suspendeu a sessão por uma hora por causa do horário de almoço. A audência deve ser retomada às 14 horas.

Dez senadores já questionaram a presidente afastada. O próximo senador a fazer perguntas é Aécio Neves (PSDB-MG), adversário de Dilma nas eleições de 2014. 

29/08/2016 – 13:06

Lei Orçamentária é uma autorização legislativa, alega Dilma

O senador Lasier Martins (PDT-RS) pergunta se Dilma foi alertada de que seus procedimentos fiscais eram ilegais e diz ser difícil acreditar que a presidente não soubesse da corrupção na Petrobrás.

Em réplica aos questionamentos do senador, Dilma afirmou que a Constituição proíbe créditos suplementares desde que não haja autorização legislativa. “A LOA 2015 é uma autorização legislativa. Autoriza e diz em que condições.”

Ela voltou a dizer que não fez nada diferente do que presidentes anteriores.  Dilma havia mencionado que já estava repetindo explicações. Depois, disse que reclamou de repetições não porque estava cansada, mas porque teria sido orientada de que não poderia dar as mesmas respostas a todo momento. “Vou repetir agora.”

29/08/2016 – 13:02

José Agripino diz que Dilma não convenceu ninguém

O senador José Agripino, presidente do Democratas, admitiu que o discurso de Dilma foi positivo e que ela estava bem preparada, mas disse que ela “não convenceu ninguém”. 

29/08/2016 – 12:56

Àngela Portela diz que discurso de Dilma foi “impecável”

A senadora Ângela Portela (CE-PT) afirmou que o discurso de Dilma foi “impecável” e que sua postura está determinando o respeito dos adversários.

29/08/2016 – 12:53

Dilma: ‘governo cumpriu determinações do Banco Central’

Paulo Bauer (PSDB-SC) perguntou se Dilma acha correto que o governo não pague débito com as instituições financeiras.

Dilma respondeu que o governo seguiu as definições do Banco Central. E que, a partir da decisão do TCU, fez o pagamento dos passivos e da parte que vencia no fim de 2015. “Concluímos o processo respeitando as procedências legais”. 

29/08/2016 – 12:49

Manifestantes contra o impeachment fazem barulho

29/08/2016 – 12:45

Plano Safra e decretos não causaram crise, diz Dilma

O senador José Medeiros (PSD-MT) questionou a tese de que o processo é um golpe e diz que “a árvore da democracia nunca esteve tão firme”. Ele perguntou se Dilma iria continuar com as mentiras contadas na campanha eleitoral. 

“É importante, para efeito do que a gente está tratando aqui, que a gente se atenha à acusação. Quaisquer outras acusações a gente pode discutir em outro momento. Não vou focar em algo tão amplo como o que ocorreu em 2014”, afirmou Dilma no começo de sua resposta. 

Ela falou ainda que não é possível creditar a crise ao Plano Safra e a três decretos de crédito suplementar. “O Plano Safra tem efeito econômico. O Plano Safra amplia a demanda, aumenta financiamento a bens de capital. Nunca se investiu tanto no país.”

A presidente afastada elogiou novamente as políticas do governo Lula para enfrentar a crise mundial . “Desde 2009 tivemos cuidado de resistir a essa crise atraves de políticas coordenadas anticiclicas que buscavam manter o poder de compra do trabalhador e impedir que tivesse queda acentuada do emprego. Em 2011, 2012, 2013 e 2014, nós continuamos.”

29/08/2016 – 12:30

“Não cometam o crime de condenar uma inocente”, pede Dilma

“Por que não recorreu até agora a quem pudesse recorrê-la no processo que a senhora insiste em chamar de golpe?”, indagou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) à presidente afastada Dilma Rousseff. 

“Eu quero dizer que eu estou recorrendo naquilo que a constituicao prevê. São os senhores senadores que, pela Constituição, tem o poder de me julgar”, respondeu Dilma. 

Ela afirmou ainda que não recorreu do julgamento aos senadores ou a instâncias superiores porque ainda não houve julgamento e ela não esgotou as opções. “Eu estou dizendo que, sem crime, é golpe. Condenar uma presidente sem responsabilidade é um rotundo golpe”, afirmou.

“Essa instituição não está compactuando com golpe hoje poque não houve julgamento. Eu disse na minha fala que eu respeito meus julgadores porque eles chegaram aqui com os mesmos votos que eu. E pedi que os senhores senadores nao cometam o crime de condenar uma inocente”, disse Dilma.

29/08/2016 – 12:18

Meta fiscal foi aprovada pelo Congresso, afirma Dilma

Simone Tebet (PMDB-MS) pergunta se Dilma faria algo diferente e se manteria a mesma política fiscal.

Dilma respondeu que a meta fiscal foi aprovada pelo Congresso e que mudanças foram aprovadas previamente. Ela voltou a dizer que há uma tentativa de crimininalizar a política fiscal. 

Ela defendeu ainda as ações do governo Lula em 2008 contra a crise mundial. “Em 2009, diante da maior e mais grave crise que o mundo enfrentou, e que até hoje não saímos dela, a crise de todos os derivativos imobiliários, cai o comércio internacional, afetando o mundo inteiro”, afirmou. “Em 2010, temos uma significativa recuperação, mas a crise continua lá fora e forte.”

No fim, Dilma elogiou a Lei de Reposnsabilidade Fiscal e fez uma crítica aberta ao fato de o seu partido, o PT, não ter votado a favor da lei. 

29/08/2016 – 12:06

PSDB se manifesta sobre respostas de Dilma a Anastasia

29/08/2016 – 12:04

Dilma nega que tenha desrespeitado o Legislativo

O relator do parecer contra Dima na Comissão Especial do Impeachment no Senado, o senador Roberto Anastasia (PSDB-MG), disse que concluiu pela existência de crime de responsabilidade no seu relatório. Ele questionou Dilma sobre os decretos de crédito suplementar e afirmou que, sem autorização legislativa, essa medida é crime. 

Dilma negou que tenha desrespeitado o legislativo e defendeu a legalidade dos seus atos. Ela disse ainda que os créditos foram feitos por decreto porque a Lei Orçamentária de 2015 lhe dava essa permissão. “Não havia nenhuma determinação ou observação do Congresso avisando que o executivo não poderia ter feito isso”, afirmou Dilma. 

Ela afirmou ainda que subvenções do Plano Safra nunca foram caracterizadas como operação de crédito e eram autorizadas por lei. “Caso o governo não tivesse feito, estaríamos em situação difícil”, afirmou. Ela disse ainda que não participou da tomada de decisão dessa medida porque “nesse processo não está prevista a intromissão do presidente da República”. 

29/08/2016 – 12:02

Álvaro Dias diz que o discurso não convenceu

O senador Álvaro Dias (PV-PR) diz que o discurso de Dilma não convenceu. 

29/08/2016 – 11:57

Hashtag #PelaDemocracia é a mais comentada no Twitter

O julgamento do processo de impeachment é o assunto mais comentado do Twitter nesta manhã. O assunto do momento é a hashtag #PelaDemocracia, com manifestações contra e a favor da saída de Dilma do poder. 

29/08/2016 – 11:47

Humberto Costa vê futuro do PT com otimismo

29/08/2016 – 11:47

Estamos julgando a democracia, diz Roberto Requião

Roberto Requião (PMDB-PR) defende Dilma e diz que ela não cometeu crime algum. “O que estamos julgando hoje é a democracia”, disse o senador. 

Em resposta, Dilma concordou que relações entre política e interesses econômicos no país precisam ser repensados. “Até o momento em que o TCU levantou as subvenções do Plano Safra, nenhum funcionário do governo tinha essa posição, nenhum funcionário de todos os órgãos técnicos e jurídicos jamais questionaram esse processo”, afirmou. “Não houve por parte do governo nenhuma pedalada.”

No caso dos decretos suplementares, Dilma disse que, em 2009, quando o paí enfrentou similar dificuldades, o procedimento foi autorizado pelo TCU. “Sem crime de responsabilidade, qualquer processo de impeachment é um ataque à Constituição. A violência de tirar uma pessoa inocente de um governo é um golpe de estado.”

29/08/2016 – 11:35

Randolfe Rodrigues diz que Dilma discursou para o povo

Em saidinha para ir ao banheiro, o ex-petista Randolfe Rodrigues (Rede-AP) explica que Dilma discursou para o povo e não para reverter votos dos senadores. 

29/08/2016 – 11:33

Dilma volta afirmar que outros governos fizeram pedaladas

Ricardo Ferraço (PSDB-ES), terceiro senador a se manifestar, disse que Dilma contrariou os interesses do povo e perguntou: “Onde estava o seu compromisso quando realizou atos que atentaram contra a Constituição Federal?” 

Dilma respondeu: “Quando não temos razão, falamos que o outro está mentindo. O que falta é provar que houve crime”.

Ela voltou a falar que os créditos suplementares foram feitos em governos anteriores. “Eu obedeço a lei.”

Dilma afirmou que foi o próprio Ministério Público que deixou claro que ela não participava das chamadas pedaladas. E afirma que a acusação alega que sua responsabilidade era por sua “relação umbilicar” com Arno Augustin.

“Eu não considero que essa sua acusação sobre mentira é procedente, senador. Ela não expressa a verdade dos fatos”, concluiu Dilma.

29/08/2016 – 11:27

Lula deixa galeria após depoimento de Dilma

29/08/2016 – 11:24

Senador Ricardo Ferraço questionará Dilma com firmeza

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é o próximo a fazer perguntas à Dilma. Ontem, no Twitter, ele disse que pretende “tratar com muito respeito a presidente afastada”, mas que questionará “com firmeza” seus atos. 

29/08/2016 – 11:20

“Se não provar que tem crime, é golpe sim”, diz Dilma

Em resposta à senadora Ana Amélia (PP-RS), que questionou a versão de que o processo de impeachment é um golpe, Dilma disse que não há prova de que houve um crime e, portanto, sua condenação seria uma injustiça. “Se não provar que tem crime, é golpe sim”, afirma. 

“Quero que a democracia no meu país saia ilesa nesse processo. Não basta um rito correto (do processo de impeachment). Há que ter um conteúdo justo”, afirmou Dilma. 

Ela defendeu novamente a abertura de eleições diretas, já que o governo de Michel Temer teriaprogramas que não foram aprovados nas eleições, como o congelamento de gastos em educação e saúde por 20 anos. “Não tenho apreço egoísta ao meu mandato.”

29/08/2016 – 11:18

Temer assiste à sessão no Palácio do Jaburu

O presidente em exercício, Michel Temer, ainda está no Palácio do Jaburu, sua residência oficial. Depois, deve seguir para o Palácio do Planalto, onde terá duas agendas a cumprir, a partir das 14 horas.

Temer vai receber os atletas olímpicos e depois assina a carta de Paris, de defesa do clima. Ele  tem pressa para o fim do julgamento porque quer viajar na quarta-feira (31) como presidente efetivo para a reunião do G20, na China. 

29/08/2016 – 11:18

A íntegra do discurso de Dilma no Senado

No discurso, Dilma voltou a repetir a tese de que o impeachment seria um golpe contra a democracia e afirmou que não cometeu os crimes dos quais é acusada. “Não luto pelo meu mandato por vaidade ou por apego ao poder. Luto pela democracia, pela verdade e pela justiça”, afirmou a presidente.

Veja a íntegra do discurso de Dilma Rousseff no Senado

29/08/2016 – 11:09

Dilma fala do Ministério da Agricultura

Em resposta à senadora Kátia Abreu, Dilma diz que a subvenção permitiu que agricultores crescessem economicamente nos últimos anos. Também falou da contribuição da agricultura familiar à segurança alimentar do país.

Dilma voltou a falar das diferenças entre presidencialismo e parlamentarismo e diz que processo cria um “precedente grave” para outros presidentes, vereadores e prefeitos eleitos agora. 

29/08/2016 – 11:07

Ana Amélia não cumprimenta Dilma

29/08/2016 – 11:05

Marina Silva cancela agenda para acompanhar julgamento

A ex-senadora e líder do partido Rede Sustentabilidade, Marina Silva, cancelou sua agenda em Recife para acompanhar o julgamento do processo de impeachment. 

Ela reafirmou em nota que é favorável ao afastamento e à cassação da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a convocação de novas eleições.

29/08/2016 – 11:01

Kátia Abreu elogia valorização do Ministério da Agricultura

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) foi a primeira senadora a fazer perguntas a Dilma. A ex-ministra da Agricultura no governo Dilma afirmou que o processo de impeachment foi um golpe plantado por Eduardo Cunha e falou sobre a história vivida por ambas nos últimos dois mandatos. Ela não fez perguntas, apenas elogiou o apoio dado por Dilma ao Ministério da Agricultura. 

29/08/2016 – 10:58

Kátia Abreu formula suas perguntas

29/08/2016 – 10:56

“Objetivo do discurso é entrar para história”, dizem aliados

29/08/2016 – 10:50

“Hoje eu só temo a morte da democracia”

Em referência às batalhas contra a tortura na Ditadura e contra o câncer, Dilma disse que hoje teme apenas a “morte da democracia”. 

No final do seu discurso, fez um pedido diretamente aos senadores, solicitando que eles “votem contra o impeachment e pela democracia”. “Peço que façam justiça a uma presidente honesta. Votem sem ressentimento.” 

29/08/2016 – 10:49

Lewandowski esbraveja

29/08/2016 – 10:47

Aliados aplaudem e cantam para Dilma

Logo após o depoimento de Dilma, seus aliados e convidados aplaudiram e cantaram “Dilma, guerreira da pátria brasileira”. 

29/08/2016 – 10:46

Dilma faz referência ao apoio das mulheres

Dilma afirmou que a crise que enfrentou foi uma “batalha em que a misoginia e o preconceito mostraram suas garras”.

E agradeceu o apoio das mulheres brasileiras ao seu governo. “As mulheres brasileiras tem sido um esteio, me cobriram de flores”, afirmou. “(Quero agradecer) as bravas mulheres brasileiras que tenho a honra e dever de representar como presidente.”

29/08/2016 – 10:43

“Traição, agressões e violência me magoaram”, diz Dilma

A presidente afastada Dilma Rousseff disse que jamais teria renunciado ao governo, como muitos chegaram a lhe pedir durante o afastamento. “Nunca renuncio à luta”, afirmou.

Ela disse ainda que a “traição, as agressões verbais e a violência do preconceito” a assustaram. “E em muitos momentos muito me magoaram”, completou. “Mas foram superados com o apoio de milhões e milhões de brasileiros pelo Brasil afora.”

29/08/2016 – 10:41

Fátima Bezerra se emociona no plenário

29/08/2016 – 10:39

“Estamos a um passo de um golpe de Estado”

Sob os olhares de Lula na plateia do Senado, Dilma afirmou que o Brasil está “a um passo de um golpe de Estado”. 

Ela afirmou ainda que os decretos de crédito suplementar não afetaram a meta fiscal e seguiram a legalidade. “Somente depois que assinei esses decretos, o TCU teve posição contra. Foram assinados em julho e agosto de 2015 e só em outubro o TCU aprovou a nova interpretação”, afirmou. 

29/08/2016 – 10:38

Collor ouve depoimento na primeira fila

O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTC-AL), que também sofreu impeachment em 1992, está sentado na primeira fila, ao lado da senadora Vanessa Grazziotin. Na sexta-feirta, ele foi recebido ppr Dilma no Palácio da Alvorada, por mais de duas horas. 

Collor não anunciou claramente o seu voto durante a sessão que decidiu pelo prosseguimento do processo de afastamento de Dilma Rousseff. Por outro lado, o senador não poupou críticas ao governo petista. Na ocasião, Collor comparou o processo de Dilma com o seu, em 1992, e defendeu que a chefe do executivo é a responsável por improbidades administrativas e deve responder por crime de responsabilidade.

29/08/2016 – 10:31

Impeachment levará à ruptura democrática, diz Dilma

Dilma Rousseff reiterou a narrativa de golpe, injustiça e ruptura democrática em seu depoimento hoje no Senado. “Não cometi nenhum crime de responsabilidade”, afirmou. “Hoje mais uma vez causado por setores da elite política vemos um risco de ruptura democrática. Agora, a ruptura se dá por meio da violencia moral e de pretextos constitucionais.”

Ela fez uma comparação do processo que sofre com o suicídio de  Getúlio Vargas, a deposição de João Goulart e ameaças sofridas por Juscelino Kubitschek quando ocupavam a presidência do país. Afirmou ainda que voltou a sentir a injustiça que havia sentido nos tempos da Ditadura. “Não posso deixar de sentir na boca novamente o gosto áspero e amargo da injustiça e do arbítrio. Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes. Pretendem de novo atentar contra a democracia e ao Estado de Direito”, afirmou. 

29/08/2016 – 10:27

Sem réplica, aliados de Temer pedirão direito de resposta

Todas as vezes que se sentirem ofendidos, os aliados de Temer pretendem pedir direito de resposta. Os senadores da base governista até tentaram direito à réplica, mas Lewandowski barrou o pedido. Líder do partido Democratas (DEM) no Senado Federal, Ronaldo Caiado será o porta-voz. 

Líderes e senadores da base aliada ao governo interino Temer pretendem manter a calma para que a petista não saia “vitimizada” do julgamento final. Caiado, que costuma se exaltar nas sessões, prometeu ficar mais controlado e não cair em provocações. O senador disse que “quem vai dar o tom do interrogatório é a presidente afastada”. 

29/08/2016 – 10:23

“Não me curvei a chantagens”, diz Dilma

Em seu depoimento no Senado, Dilma afirmou que seu governo propôs leis para investigar e punir culpados em atos de corrupção e que assegurou a autonomia do Ministério Público. “Contrariei interesses e por isso paguei um preço alto pela postura que tive.”

Ela disse ainda que o impeachment foi um plano arquitetado pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. “Esse proceso foi aberto por chantagem explícita do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Não ter me curvado a essa chantragem motivou abertura desse processo. Se eu tivesse negociado, eu não correria o risco de ser condenada injustamente.”

29/08/2016 – 10:16

Dilma atribui impeachment a ‘elites conservadoras’

Dilma Rousseff afirmou que o processo de impeachment deve ser atribuído às elites conservadoras do país. Disse também que, com a saída de seu governo, “conquistas importantes estarão em risco pela submissão a princípios conservadores”. “O processo de impeachment foi um rude golpe de setores da elite brasileiras. Desde as eleições, os partidos que apoiaram o candidato derrotado fizeram de tudo para impedir a minha posse e meu governo”, afirmou. 

29/08/2016 – 10:16

Lula está sentado ao lado de Chico Buarque

29/08/2016 – 10:12

Kátia Abreu deseja que o Espírito Santo ilumine Dilma

Primeira senadora a questionar Dilma no Senado, em seguida, a ex-ministra Kátia Abreu (PMDB-TO) desejou no Twitter hoje cedo “que Deus abençoe a todos” e “que o Espírito Santo ilumine nossa presidente Dilma”. Ela também postou na rede social parte de uma letra da música Tente outra vez, de Raul Seixas. 

29/08/2016 – 10:10

Dilma se emociona

No momento em que falava sobre as possíveis consequências do processo de impeachment para o país, DIlma se emocionou e precisou parar o discurso para tomar água. “O que está em jogo é a autoestima dos brasileiros. O que está em jogo é o futuro do país, a oportunidade e esperança de avançar sempre mais.”

29/08/2016 – 10:07

Dilma relembra tortura na Ditadura em depoimento

A presidente Dilma Rousseff afirmou que nos dias afastada da presidência se aproximou do povo e ouviu as críticas feitas sobre seu governo. “Ouvi essas críticas com humildade, porque, como todos, tenho defeitos e cometo erros.”

Ela reitetou que não traiu os compromissos que assumiu e relembrou os tempos de tortura na Ditadura. ” Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam com o meu lado. Amarguei por anos o sofimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados e assassinados. Na época eu era muito jovem. Tive medo da morte. Resisti à tempestade de terror que começava a me engolir, na escuridao dos tempos amargos que o país vivia. Apesar de receber o peso da injustiça nos meus ombros, acreditei na democracia”, disse Dilma.

29/08/2016 – 10:02

Lula e convidados estão na galeria do plenário

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha na galeria do Senado o julgamento do processo de impeachment, junto a outros 29 convidados de Dilma. Dez assessores mais próximos estão na tribuna de honra.

Entre os convidados, estão ministros da gestão de Dilma, como Aldo Rebelo (Defesa) e Jacques Wagner (Casa Civil), além e artistas como o cantor Chico Buarque e atriz Létícia Sabatella. 

29/08/2016 – 10:01

Dilma começa depoimento

A presidente afastada Dilma Rousseff começa o depoimento no Senado federal nesta segunda-feira, 29. Na primeira parte de seu discurso, reiterou que enfrenta uma injustiça e que jamais praticou atos que ferem as leis brasileiras. “Fui eleita por mais de 54 milhões de votos. Assumi o compromisso de defender a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro. Respeitei fielmente o compromisso que assumi perante à nação e aos que me elegeram. Sempre acreditei na Democracia e no Estado de Direito. Jamais atentaria contra o que acredito ou praticaria atos contrarios ao que me elegeram”, afirmou Dilma. 

29/08/2016 – 09:53

Dilma poderá ficar em silêncio

Dilma não é obrigada a responder a todas as perguntas, por seu direito constitucional de ficar em silêncio, diz Lewandowski. 

29/08/2016 – 09:53

Manifestações não serão permitidas

Manifestações não serão permitidas durante depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff. Caso ocorram, a sessão será suspensa e os responsáveis serão retidados, segundo Lewandowski.

29/08/2016 – 09:51

Lewandowski inicia sessão

Lewandowski inicia a sessão do julgamento do impeachment nesta segunda-feira. Dilma acaba de chegar ao plenário e se senta na mesa ao lado de seu advogado, José Eduardo Cardozo. Dilma falará por 30 minutos, que podem ser prorrogados pelo presidente do STF. 

A primeira inscrita para questionar Dilma é a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que pediu a Lewandowski que senadores possam usar a tribuna ou a bancada onde estão para fazer perguntas à presidente afastada. 

29/08/2016 – 09:50

Collor chega cedo e sorridente

29/08/2016 – 09:49

Dilma Rousseff tenta salvar sua biografia hoje

Com remotas chances de virar o jogo agora, analistas apostam que Dilma assumirá a tribuna do Senado com outro objetivo: redimir sua biografia e cravar a sua própria versão do impeachment para a história.

 

O real objetivo de Dilma no interrogatório de hoje no Senado

29/08/2016 – 09:47

Vamos lutar e ganhar, diz Dilma antes de chegar ao plenário

29/08/2016 – 09:40

Dilma diz que responderá perguntas até de madrugada

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) demonstrou disposição para amanhecer terça-feira respondendo perguntas dos senadores se for necessário. 

Ontem, em conversa por telefone com senadores de sua base aliada – que estavam reunidos para definir estratégias -, Dilma agradeceu o apoio dos parlamentares e falou que está segura e confiante. A chamada durou cerca de 10 minutos.

Ao sair da reunião com aliados da petista, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que Dilma está disposta a permanecer no plenário por quanto tempo for preciso para responder os questionamentos de todos os parlamentares. “Ela disse que acha melhor esgotar as perguntas até o horário necessário. Ela está disposta a amanhecer respondendo”.

Articulações marcam véspera da ida de Dilma ao Senado

29/08/2016 – 09:33

Plenário lotado

29/08/2016 – 09:29

Presidente é recebida com cantoria de apoio

29/08/2016 – 09:27

Ana Amélia Lemos faz críticas a aliados de Dilma

29/08/2016 – 09:22

Chegada de Dilma

A presidente Dilma já chegou ao Senado e foi recebida com flores por senadores. Três palavras-chave do seu depoimento já são conhecidas e esperadas: inocência, golpe e injustiça. A primeira senadora a questioná-la será Kátia Abreu (PMDB-TO), sua ex-ministra. 

29/08/2016 – 08:57

O primeiro a chegar

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) foi o primeiro a chegar à sessão no Senado, marcada para começar às 9h. Sobre o processo de impeachment, ele disse que “não vai ter virada coisa nenhuma”. 

29/08/2016 – 08:50

Entenda o interrogatório

Dilma irá ao Senado acompanhada de uma comitiva de cerca de 30 pessoas. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará entre eles. A petista será recebida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

Ela abrirá a sessão com uma exposição inicial de 30 minutos, que podem ser prorrogados pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Depois, cada senador inscrito poderá questioná-la por até cinco minutos. Não há limite para o tempo de resposta da petista.

Até o final da noite deste domingo, cerca de 47 dos 81 senadores já estavam inscritos para interrogar a presidente afastada. Aliados do presidente interino Michel Temer dizem que irão focar no teor técnico das acusações. 

Um guia para acompanhar interrogatório de Dilma no Senado

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