Vídeo com ação de PMs da Rota na periferia gera polêmica

PMs mostram agressividade contra jovens que não cometiam nenhum crime no momento da abordagem

Denunciado por coletivos e até por um estudo da UFScar em 2014, o racismo institucional presente nas polícias do Brasil voltou a gerar debate nos últimos dias nas redes sociais.

O motivo: um vídeo que mostra policiais militares de São Paulo abordando jovens, em sua maioria negros, exibido no programa Polícia 24 Horas, da TV Bandeirantes.

Em todos os casos, os PMs mostram agressividade contra jovens que não cometiam nenhum crime no momento da abordagem.

Na primeira abordagem, um jovem de 18 anos tem o celular vasculhado e é ameaçado “se atrasar a vida” dos policiais. “Já foi preso por quê?”, insiste o PM. “Ganha R$ 700 e pagou R$ 700 em um celular?”, continua o policial, que acaba liberando o rapaz. “Um deles dá pra ver que está no crime, mas não está fazendo nada, então tem que liberar”, emenda.

Na segunda, uma reunião de jovens irrita o policial. Agressivamente, ele desce e avisa: “Quer pagar de louco?”. Assim como no primeiro caso, ele revista os rapazes, pergunta se eles usam drogas e, em um dos casos, ameaça entrar na casa do jovem. Ao final, não encontra nada ilegal ou criminoso. “É garotada. Não tem nada de errado”, afirma.

Na terceira abordagem, a viatura com os PMs aborda um casal de jovens que está em um carro estacionado. Um dos policiais dá uma lição de moral ao motorista. “Você não tem responsabilidade? Não tem dinheiro para pagar um motel”, critica o agente. “Você está dando oportunidade para estuprarem ela”, finaliza.

Nos comentários do vídeo, as críticas aos métodos os policiais foram muitas. “Só acho que pra ser um bom policial não precisa ser tão arrogante e tratar todo mundo como se fosse bandido”, disse um. “Isso tudo porque eles estavam sendo filmados em… imagina sem serem filmados o que esses policiais não fazem (sic)”, escreveu outro.

A reportagem do HuffPost Brasil procurou a Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Polícia Militar, para que ambas comentassem se esses são os padrões de abordagem praticados pela Rota, a tropa de elite da PM paulista, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Veja o vídeo:

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