Vitória do governo nas urnas

Os resultados do segundo turno confirmam que o governo de Michel Temer é o grande vencedor das eleições. Seu partido, o PMDB, segue como o maior e mais espalhado do país, com 1.038 prefeitos, e ainda conseguiu ampliar sua presença em cidades com mais de 200.000 eleitores – de nove para 14. Seu principal aliado, o PSDB, venceu em sete capitais e agora comanda 28 municípios médios e grandes, ante 15 em 2012. Os tucanos vão governar o maior número de habitantes – 48,7 milhões de pessoas, ou 23,7% dos brasileiros.

Já o PT perdeu as sete disputas do domingo, e vai governar apenas Rio Branco entre as capitais. O partido foi o que mais encolheu: de 638 prefeituras conquistadas em 2012, caiu para 254. Seu espólio foi dividido entre tucanos e peemedebistas, mas também entre os partidos do chamado Centrão, bloco político decisivo em votações na Câmara. A maior vitória foi conquistada no Rio de Janeiro, onde o senador Marcelo Crivella, do PRB, derrotou Marcelo Freixo, do PSOL. Outro partido que sai fortalecido no domingo é o PSD, do ministro Gilberto Kassab, que passou a ser o terceiro com mais prefeituras no país.

Essa também foi a eleição em que os padrinhos políticos sumiram. O senador Aécio Neves não conseguiu eleger seu candidato em Belo Horizonte, onde João Leite foi derrotado por Alexandre Kalil, do PHS. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff sumiram no segundo turno, assim como o presidente Michel Temer. A Rede, de Marina Silva, venceu em apenas uma capital no domingo: Macapá. O maior vitorioso, nesse quesito, é o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, que havia eleito João Doria como prefeito de São Paulo no primeiro turno.

A predominância de partidos de centro-direita nas urnas já era esperada por analistas e ficou muito clara, por exemplo, na votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, com uma enxurrada de discursos com ênfase na família e na religião. “O PSDB e o PMDB estão com a faca e o queijo na mão para 2018”, diz Lucas Aragão, sócio da consultoria Arko Advice e colunista de EXAME Hoje. “Já a esquerda vai precisar se reestruturar e entrar na fila para voltar a ter chances de comandar o país”.

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