Este mercado está em alta, mas muitos ainda têm preconceito

Contratações temporárias crescem no Brasil e há boas oportunidades para executivos experientes

São Paulo – Os contratos de trabalho com data de início e de fim estão crescendo no meio executivo. Estudo feito pela Page Interim, especializada no recrutamento de temporários e terceirizados, revela que de 2014 para 2015 o aumento foi de 7,5% no número de contratações deste tipo de profissional na sua base de dados no Brasil.

Para 2016, a consultoria projeta crescimento ainda maior. “E quando a economia melhorar, vamos dar passos adiante e não para trás”, prevê Ricardo Haag, diretor da Page Interim.

É que ele mesmo afirma que alta dos trabalhos por projetos é explicada, em parte, pelo fato de que a crise despejou muita gente qualificada no mercado. “Com o mercado desaquecido, os profissionais passaram a avaliar também oportunidades temporárias. Houve uma quebra de paradigma”, afirma. Assim, a necessidade de se manter ativo tem feito muitos executivos vencerem a barreira do preconceito contra projetos temporários.

Outro aspecto que também pesou positivamente para o mercado temporário está relacionado à crise. As empresas estão com mais dificuldade em fazer contratos efetivos e o que a prática de contratar profissionais temporários antes mais comum nas multinacionais agora acontece com mais frequência também nas nacionais.

E quem vence o receio e aposta neste tipo de trabalho com data para começar e data para acabar não se arrepende. A pesquisa da Page Interim 77% dos profissionais brasileiros que já fizeram trabalhos temporários avaliam positivamente o contrato por projeto, com duração de 6 meses, podendo ser prorrogado até nove meses.

“Há posições muito interessantes e projetos fascinantes que podem ser uma ótima história para contar”, diz Haag. O levantamento, ouviu 1.954 gerentes que já contrataram temporários e 4.092 profissionais em cargos temporários e interinos em 53 países das Américas, Europa, África e Ásia.

Segundo ele, ainda há bastante espaço para que o mercado de temporários cresça no Brasil, como já aconteceu em outras economias. “É uma tendência”, diz. A alta só não é maior e mais rápida porque a legislação brasileira ainda é mais complexa do que a de outros países, no que diz respeito à regulação deste tipo de contrato de trabalho.

Áreas que mais contratam e o perfil mais buscado

Os profissionais que têm mais chance de encontrar oportunidades de trabalho temporário são das áreas financeira, administrativa, comercial e logística. Ricardo também cita o setor de tecnologia como promissor.

Pouco mais da metade dos gerentes de recrutamento entrevistados pela Page Interim buscam perfis especializados nas áreas de distribuição e logística (59%), RH (56%) e finanças e contabilidade (55%).

Experiência também é um fator crucial. Mais de 8 em 10 funcionários (82%) na pesquisa apresentavam pelo menos 5 anos de experiência profissional no mundo dos negócios.

Por conta disso, as oportunidades acabam ficando com pessoas que passaram dos 30 anos. Quatro quintos dos funcionários temporários tinham mais de 30 anos (95% dos gerentes interinos). Mais especificamente, 66% tinham entre 36 anos ou mais (88% dos gerentes interinos) e 41% tinham mais de 46 anos de idade (60% dos gerentes interinos).

“Porque são projetos temporários, as empresas esperam que esses profissionais já entrem jogando. O tempo de adaptação é menor”, diz Haag.

Quais são os cargos temporários?

A pesquisa da Page Interim mostra que em T.I., os funcionários temporários são designados para trabalharem como: administrador de sistemas, operações de T.I., analista de vendas ou desenvolvedor de software.

Na área de engenharia e manufaturas, as posições de desenvolvimento (engenheiro de desenvolvimento, gerente de projeto, gerente de desenvolvimento) ou gestão de produção e planejamento são as mais citadas.

Para o setor de distribuição e logística, gerentes de qualidade ou gerente de projetos de qualidade, assim como posições de gestão de transportes ou coordenador/especialista/consultor de logística ou gerente de operações são as mais buscadas

Em finanças e contabilidade, ocupam cargos de contador, tanto em nível júnior como em sênior. Em todos os casos, garante Haag, as empresas oferecem salários compatíveis com aqueles praticados para profissionais efetivos. 

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